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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SALVAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO - EBD LÇ. 8 19/11/2017

EBD LÇ. 8  19/11/2017 “SALVAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO”.


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA.
II – ARMÍNIO E O LIVRE ARBÍTRIO.
III – ELEIÇÃO DIVINA E  O LIVRE-ARBÍTRIO.


 A Bíblia mostra que o pecado cega o entendimento do homem, mas não o incapacita de fazer suas escolhas e hoje, mais do que em outros tempos os caminhos, para a vida e para a perdição eterna estão bem evidenciados pelas escolhas feitas.  (IICor.4:4).


    
I –  A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA.


1.1   A eleição de Israel.

Com base no texto do autor, que é bíblico, poderíamos afirmar que a eleição de Israel, serve de espelho para refletir o que é a chamada e eleição do cristão, individualmente?

Plenamente possível.

Imaginemos: De Abraão a Cristo o povo de Israel passando pelos diversos períodos:

(Eles) Assentamento em Canaã. (Nós) Pela fé “habitamos” as regiões celestiais em Cristo. (Ef. 2:6)

(Eles) A Lei.  (Nós) As ordenações doutrinárias sob a graça. (IPd. 1:2)

Os altos e baixos da vida da nação apontam para os altos e baixos da vida cristã individualmente.

Após o advento do Messias e por um tempo  ambos se fundem:  Israel deixa de ser (em tese), tratada como nação  para  se fundir aos gentios pela redenção na cruz. O relógio profético parou para o povo judeu por um tempo.  (Rm.2:29)(*).

(*) É preciso tomar cuidado pois há os que se  pegam na letra para tentar desqualificar Israel como nação. No milênio, a sua glória será restabelecida.

A igreja ascende com Cristo na sua vinda  e no milênio Israel como nação.

Israel se misturou com os povos e a igreja (Eclésia) se mistura igualmente.

Israel gozava do livre-arbítrio e o cristão, igualmente. Ambos tem liberdade de fazer suas escolhas. Ml.2:11 e  Gl. 5:7.


“Israel esteve sujeito a queda e nós entramos em sua história:
(Rm 11:18-19): “(...) Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado...”. A resposta é; ocasionalmente  sim..

Não misturar a igreja do Senhor, a noiva de Cristo com qualquer desajuste do cristão.

Rm.11:21 é também um texto que mostra que a salvação está condicionada a obediência a Cristo e a sua palavra.

“Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.”.  Deus não tem filhos prediletos, eleitos e impecáveis. Somos todos filhos por sua graça e a fidelidade convém a igreja.
   
1.2 A eleição para a salvação.

Deus quer que todos se salvem.

ITm. 2:3-4 “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.”.

A salvação é um plano. Ou se está dentro dele ou fora dele. A escolha é do homem.

Há quem defenda outra linha doutrinaria alegando que o homem morto em peado, não pode decidir pela sua salvação. Ignoram que “morte” não significa aniquilação da espécie e no caso, significa “separação”.

Os que são visto sob a presciência de Deus são chamados eleitos.  Ef. 1:5.

1.3 A presciência divina.
O autor faz considerações importantes neste ponto:

Deus sabe de todas as coisas de antemão.
Deus pode interferir na história da humanidade.
Deus sabe quem responderá positivamente ao convite.
Nem todas as pessoas atenderão ao apelo  (Is.53:1). A graça é resistível.

Vale lembrar que as parábolas do Senhor, quase sempre apontam para os homens na aceitação ou rejeição voluntaria como pelo descuido da vida espiritual; Vejamos:

As dez virgens – representa o descuido da vida espiritual quando alguns afirmam que a salvação é eterna para os eleitos. Não há possibilidade de queda. (Mt.25).

A grande festa (Lc.14:16) Mostrando o empenho para trazer as pessoas e de qualquer plano social.

Entre tantos outros textos.

II – ARMÍNIO E O LIVRE ARBÍTRIO.


2.1 Breve histórico de Jacó Armínio.

As informações do autor acerca de Jacó Armínio, atendem ao espaço para dar uma mostra de quem foi Armínio cuja escola, convencionou-se chamar de “arminianismo”.
Defendeu o livre-arbítrio e essa doutrina é a doutrina esposada pelas Assembleias de Deus que ainda conservam a boa doutrina.

Precisamos estar atentos para que ninguém venha ensinar esta importante doutrina com desvios à calvinista.

Quero apenas lembrar que esta divergente visão entre dois grandes grupos não comprometem a salvação, todavia quem segue a escola “arminiana”, tem maior disposição para evangelizar. O tempo nos mostrou isso diante de quase 55 anos(*)  militando a vida cristã.

(*) Tempo de crente não dá privilégios. É apenas para mostrar as coisas vividas e observadas através dos anos.

2.2 O livre arbítrio.

Dt. 30:19 “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

Como dizem: “desde que o mundo é mundo...” Já no Éden, a livre e má escolha do casal marcou os destinos da humanidade.
 
Para que ninguém diga que apenas citamos texto do A.T. vamos citar pelo menos um do Novo Testamento.

(Mt. 19:11-12) “(...) Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. O jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”.  Se isso não for liberdade de escolha, nada mais será.
  
2.3 O livre-arbítrio na Bíblia.

Funde-se ao texto anterior (2.2), mas o professor, conforme o tempo disponível pode ainda citar os textos oferecidos na lição.

III –  ELEIÇÃO DIVINA E O LIVRE-ARBÍTRIO.

3.1 A eleição divina.

Com base no texto do autor, quero selecionar algumas frases:

“A eleição é uma escolha soberana de Deus.”.
“Tem como objeto  de seu amor, os seres humanos”.
“(...) Não leva em conta o mérito humano”. Não considera em tese, a prática das boas obras que parte do dever social de todos ainda quem nem todos pratiquem.

Assim, conforme o autor e que corresponde ao nosso entendimento, pela eleição nos aproximamos de  Cristo e ele em nós fazendo um corpo espiritual.

Obs. As obras não são suficientes para a eleição/salvação, todavia agrada e muito ao Senhor a exemplo de Cornélio. (Atos 10:1).

3.2 A possibilidade da escolha humana.

Poderia copiar aqui os apontamentos do autor, todavia ressalto-os para compreensão de quem não é aluno das EBDs.

Jo.3:16 “Para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (grifo meu).  A obediência é o fim da lei ou de qualquer outra ordenança.


3.3 A possibilidade da escolha humana.

Confere o autor, a possibilidade de escolha do ser humano, declarando que não fomos criados como “robôs autômatos”, mas com capacidade de pensar e de fazer as nossas escolhas.

Os que contra argumentam essas verdades, apela para o entendimento visto em seus argumentos, que o morto não pode escolher amanha graça e já dissemos em várias outras publicações que mortos em delitos e pecados, trata das coisas espirituais, sem afetar o cérebro do individuo. Morte nunca representa “aniquilação” e sim, separação.

“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.”.  Gálatas 5:4

“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”.  2 Coríntios 13:5

“E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.”. Apocalipse 3:1


domingo, 5 de novembro de 2017

A SALVAÇÃO PELA GRAÇA - EBD LÇ. 7 12/11/2017

EBD LÇ. 7  12/11/2017 “A SALVAÇÃO PELA GRAÇA”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – LEI E GRAÇA.
II – O FAVOR IMERECIDO DE DEUS.
III –  O ESCÂNDALO DA GRAÇA.


O dinheiro perde  o valor, mas a salvação tem o preço eterno, o sangue de Cristo.
 
 I –  LEI E GRAÇA.


1.1   O propósito da Lei.

Neste primeiro ponto já encontramos uma riqueza de informações, desconhecidas por muitos:

1 – A lei não trata apenas de “normatizar” a vida do povo judeu.
2 – Existem aspectos da lei que continuam válidos até hoje, em plena dispensação da graça.
3 – Não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho entre outras ordenanças legais, preservam-se pelos valores morais e éticos que estão intimamente ligados a doutrina da santificação.

Não há o que tirar.

   
1.2 A Lei nos conduziu a Cristo.

Para o povo de Israel em particular e para nós em geral, a Lei se revestia de ordenanças que deveriam propiciar a aproximação do homem a Deus e consequentemente a salvação.

Ao longo dos anos seguintes, após a promulgação da Lei que se deu no ato de entrega ao povo para que a cumprisse, verificamos a incapacidade da mesma promover qualquer melhoria interior considerando que o coração do homem sempre esteve dividido entre o bem e o mal; daí a expressão de Paulo:

(Rm. 7:7 “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.”.

Assim, o reconhecimento do pecado pela Lei nos fez perceber a carência de Cristo na vida interior.

Diz o autor: “Quando a Lei se faz a própria justiça do homem como mérito dele, ela se torna  depreciativa” . Isto leva a compreender que na Lei existe o mérito do homem enquanto na Graça, o mérito é de Cristo que pagou o preço da redenção.

1.3 A graça revela que a Lei é imperfeita.

Diz o autor que Paulo constata a superioridade do Espírito em relação à Lei.

Com razão!  Podemos esquecer algum mandamento, mas a graça nos mostra sempre o que somos e como estamos vivendo com a diferença que a Graça, mostra a solução para os problemas enquanto a Lei, apenas apontava o pecado e pelo pecado, a morte

II – O FAVOR IMERECIDO DE DEUS.

2.1 Superabundante graça.

Não há homem no mundo capaz de compreender pela “razão”  o alcance da graça de Deus sobre o homem. A prova que temos, são os piores elementos da sociedade, devidamente transformados pelo evangelho, vivendo em novidade de vida; inteiramente recuperados como cidadão, esposo, pai de família e profissional.

2.2 Fé e graça.
                                               
A graça pode ser comparado ao “salvo conduto” que permite passar as fronteiras do mundo para uma nova vida e a Fé, a certeza que nossa caminhada não será interrompida e mais ainda; a certeza que somente pela graça chegaremos na eternidade com Deus.

2.3 A graça não é salvo conduto para pecar.

A graça não abre espaço para o pecado em nossa vida por um importante motivo:

Quem alimenta a graça em nossa vida é o Espírito Santo que não pode ser entristecido e disso sabemos.

Lembrar aos alunos que quem vai agir em nosso corpo, transformando-o  para o arrebatamento é o Espírito Santo e que causar-lhe tristeza resultará no seu afastamento e consequente perda de embarque, na viagem celestial.

“(..)  não retires de mim o teu Espírito Santo”. Salmo 51:11.


III – O ESCÂNDALO DA GRAÇA.


3.1 Seria a graça injusta?

Segundo que lemos no profeta Isaias!

(Is. 64:6) “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.”.

Só resta compreender o quanto a justiça do homem é incapaz de o conduzir a Cristo e assim, ser uma loucura para os que perecem.
                                                                
(ICo. 1:18) “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.”.

A Lei é excludente e a graça também se tentarmos nos justificar pela lei ou pelas obras. Ef. 2:9.


3.2 A divina graça incompreendida.

Há três pontos importantes neste tópico que precisam ser considerados para que entendamos a razão da incompreensão sendo dois deles, citados pelo autor:

1 – O autor considera ser humanamente impossível o homem retribuir a salvação prometida e alcançada.

2 – “Se fosse possível, já não seria graça”.

3 – Por conta da doutrina da eleição, muitos entendem equivocadamente que o homem é alcançado pela graça sem que mova  os sobrolhos e também, não pode dizer que “aceitou Jesus, pois um morto não aceita nada e é Jesus quem o busca por conta da eleição.

O gesto do homem em procurar conhecer o Deus da graça é um gesto aceito por Deus por conta do “livre arbítrio” senão, vejamos:

Jo.4:16 – “Chama o teu marido e vem cá...”. Ação do homem.
Mt.22:3 – Os convidados recusaram o convite para as bodas.
Lc. 14:23 “Força-os a entrar; quero que a minha casa se encha”. Ação do homem.

Morte espiritual não significa aniquilação e sim, separação nem tampouco rouba a capacidade de pensar         , de aceitar ou recusar o convite.

Pela ótica divina: (IPd. 1:2) “Eleitos segundo a “presciência” de Deus Pai, (...)”.
                                       

3.3 Se deixar presentear pela graça.

Explica o autor a as razões pelas quais o mérito humano não tem lugar a esta graça:

Se fosse possível pagar ou ter atitudes que pudessem de alguma forma recompensar Deus, não seria graça, mas uma ofensa ao Espirito Santo da graça.

O preço foi totalmente pago pelo Senhor e não foi pouco.

(IPd.1:18-19) “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,  mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,”.