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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

LEIAM O ARTIGO DE LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO SOBRE O BBB.

LEIAM O ARTIGO DE LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO.
O texto abaixo foi-me enviado por uma pessoa amiga e não há como não compartilhar. Há algum tempo, expressei opinião sobre a atuação do jornalista Pedro Bial a frente desse "teste de estupidez" chamado de programa de televisão ou reality show e vejo que a má impressão não é somente minha. Um homem que cobriu tantos fatos importantes, hoje se inclina diante das câmeras para incentivar "aquela espiadinha" o que passaria de um simples gesto de ajuste de imagem a interesse mórbido pela libertinagem, é catalogado pela psicologia como um desvio de conduta ou comportamento: exibicionismo e voyeurismo entre outros. (fonte: Perversão, Wikipédia) esses comportamentos são fontes alimentadoras de diversas formas de perversão, sendo a mais graves para mim, a pedofilia e o estupro. Quem adquire o chamado PPV precisa mais ainda, rever seus conceitos familiares e sociais. 


MOVIMENTO CONTRA O BBB 

ENCAMINHEM PARA TODO(AS) AS PESSOAS AMIGAS E INTELIGENTES = A VOCÊ

A GLOBO TEM QUE ACABAR COM ISSO, ACHANDO QUE SOMOS ASNOS.

FORÇA GENTE, VAMOS ESPALHAR PELO MUNDO INTEIRO.

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. 

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. 


Luis Fernando Veríssimo 
É cronista e escritor brasileiro 
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos [WINDOWS-1252?]“heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE. 

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um [WINDOWS-1252?]“zoológico humano [WINDOWS-1252?]divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. 

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. 

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. 

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o [WINDOWS-1252?]“escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! 

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. 

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores) 

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.



domingo, 29 de janeiro de 2012

EBD/CPAD LÇ.6/1ºT.2012 A PROSPERIDADE DOS BEM AVENTURADOS.

PONTOS A ESTUDAR:
I – O FUNDAMENTO DAS BEM AVENTURANÇAS.
II – A BEM AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA.
III – A BEM AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO.

RECOMENDAÇÃO: Proceder a leitura de Mt 5:1-12 mostrando que as bem aventuranças são uma proposta de JESUS para uma vida feliz, abençoada  e ideal para quem deseja produzir frutos dignos de arrependimento. Na antiga aliança, citaríamos os dez mandamentos como regra básica para obediência a Deus, não podendo falhar em justiça e misericórdia; aqui, poderíamos compor os novos dez mandamentos como sendo: Os nove pronunciamentos da bem aventurança que não são impostos como ordem legal e o décimo que é “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Nove são propostas para uma vida plena em Cristo e o décimo é o maior mandamento que ultrapassou os limites entre a velha e a nova aliança, Mc.12:30, Lc.10:27 e Mt.22:37. Amar a Deus, não é uma simples opção de vida, é garantir a eternidade com todas as ordenanças neotestamentárias que são: O reconhecimento da morte expiatória de Cristo, batismo, ceia e comunhão com os santos.

I – O FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS.
1.1        O significado das bem-aventuranças.
As “beatitudes”. Esse termo simplifica a fala sobre “bem-aventurados” que alguns na leitura pública, dão um tom poético e ligam a pronúncia em “bemaventurados”.  Não é de estranhar que os gregos usassem a expressão Makarios, no sentido de bem estar material, começando pelos seus deuses por serem detentores da cultura helênica ou helenística, onde tudo era filosofia de vida material, mas, no texto bíblico, nada conduz a uma melhor qualidade de vida material, não há aí, qualquer promessa nesse sentido, exceto dois que se aproximam das nossas carências supridas por Deus: Os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos e os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. A terra prometida em: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra, com muita certeza, nos lançam a conquista de novos céus e nova terra nos termos do Apocalipse 21:1 “E vi um novo céu e uma nova terra”.

1.2        Bem-aventurados os pobres.
Esse texto sempre foi alvo de confusão por parte de quem não busca em Deus uma boa compreensão da sua palavra nem ouve aqueles que são enviados com o propósito de esclarecê-la sob a orientação do Espírito Santo. Boa a interpretação do autor quando afirma que o texto não conduz ao reconhecimento da pobreza pela falta de recursos materiais. O homem pode ser pobre em bens materiais e não sê-lo no sentido espiritual por conta da soberba e do orgulho, que impede de não reconhecer sua dependência de Deus, portanto, no texto, POBRE = CARENTE DO FAVOR DIVINO.

1.3        Bem-aventurados os que choram.
Conheci um pastor muito chorão, orava chorando e pregava por vezes chorando e ainda usava o lenço. Um dia, muito incomodado com isso, abri os olhos na oração e busquei os dele, quando percebi secura lacrimal. Perguntem aos doutores se é possível chorar sem lágrimas. A recomendação para esses casos é uma bolsa de estudos em escola de artes dramáticas, a exemplo dos atores globais.
As únicas lágrimas guardadas nos odres de Deus, são:  os que choram pela salvação das almas e os que choram para que haja justiça dentro das nossas igrejas.

II – A BEM-AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA.
2.1 Bem aventurados os mansos. Mt.5.5.
Piegas ou pieguice = Que apela excessivamente para os sentimentos ou ainda, leva tudo para o lado emotivo, no popular, “o coitadinho”.
Manso aqui fala da pessoa que tem domínio próprio, não sendo confiável que se você lhe der um tapa ele vire a outra face, porém, é uma pessoa tratável e que não se irrita com facilidade. Lembremo-nos de Moisés e sua irritação em Cades-Barnéia, no deserto de Zim Nm.20.

2.2 Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça. Mt.5:6.
Outro aspecto, além do já comentado, sobre fome e sede de justiça é pela instauração do Reino de Deus, mais propriamente dito, o Reino do Messias, referindo-se ao Reino Milenial, não obstante, esse reino nunca terá fim. Não devemos levantar polêmica se alguém disser que é Reino de Deus outro, Reino de Cristo, JESUS disse: “Eu e o pai somos um”.  Jo 10:30 e o reino é o que esperamos ansiosamente que se abra para receber a igreja do Senhor.

2.3 Bem-aventurados os misericordiosos. Mt. 5.7.
Lembro-me vagamente de alguém ter ensinado que não poderíamos dizer que temos misericórdia, pois, na literatura traduzem assim: Miséri = miséria e córdia = coração portanto significa: colocar a miséria do próximo em nosso coração. Se você por acaso, ouvir alguém pregando isto, tape os ouvidos e faça de contas que foi apenas um pesadelo.
Misericórdia é ter compaixão dos necessitados sob todos os aspectos; da carência afetiva a carência de alimentação. Outro sentido igualmente válido é ter compaixão dos que pecam contra você ou que cometam faltas contra você. Usar de misericórdia é perdoar seja uma dívida financeira ou ato grosseiro. Exemplo disso está na parábola do credor incompassivo. Mt. 18:23-35.

III – A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO.
3.1 Bem-aventurados os limpos de coração. Mt.5:8.
Coração limpo de palavrões, indecências, mágoas ou ressentimentos, mas, cheio de bondade, fé, mansidão e temperança. Veja em Gálatas 5:19-23.

3.2 Bem-aventurados os pacificadores. Mt. 5:9.
O comentário da lição é curto, dispensa interpretar, mas, veja na sua igreja, todos aqueles que você pode contar nos dedos, que são habituados a desviar toda contenda com vistas a manutenção da paz dentro da igreja. Estão fazendo o que é certo, todavia, quase dá vontade de premia-los.

3.3 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça. Mt. 5:10-11.
O comentador esclarece bem e ainda desafia os pregadores da prosperidade que buscam na sua doutrina, razão para tanta perseguição e não é nesse sentido; perseguidos, por causa da justiça é quando você se detém em pregar o amor de Cristo e com isto, soma inimigos da causa do Reino de Deus.

Na conclusão, o comentador da lição fecha bem a exposição de motivos e tomada do texto de Mateus 5 para mostrar que a base da vida cristã, não está amarrada a questão de uma vida material próspera. Há muitas pessoas prósperas que não contribuem em nada para o engrandecimento do Reino de Deus.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

EURICO BERGSTÉN E O SELO DO APOSTOLADO

Deparei-me com um jornal Mensageiro da Paz, datado de Junho 2010. Curiosamente, comecei a examinar e na página 27, uma matéria dedicada ao Missionário Eurico Bergstén. Li pausadamente, sem pressa sentindo o gosto de cada palavra.
A foto postada retrata um momento em família, ainda jovem, parece mais um carioca ou mineiro, sei lá, menos com um finlandês. Como é um finlandês? Sei que a maioria é loira, penso logo no povo escandinavo, nos vikings, porém, se aproximar esta foto do Eurico Bergstén de 1960 à frente; não parece ser a mesma pessoa.
Vários trechos chamaram a minha atenção entre os quais destaco:
“A sua preocupação com as ovelhas levou-o certa vez a passar um período intenso de oração em sua casa, chegando a desmaiar por três vezes.”
“Mas quando o avivamento estava no auge, Deus lhe ordenou que convidasse um pastor para assumir a igreja. Eurico passaria a ser o vice-líder. Ele obedeceu e passou a cooperar com o novo pastor...” (grifo meu).
Nas reuniões de obreiros no Belenzinho bem como nas escolas bíblicas anuais, cada vez que o Missionário (assim era chamado) Eurico Bergstén se levantava para cumprir a sua hora de estudo, a igreja parecia em êxtase, recebendo cada palavra e quando surgia algum fato negativo em qualquer parte do Brasil, seu comentário era doce e acalentador, ele sabia como ninguém, controlar os espíritos. Dispensados os comentários, tinha-se a impressão que ele estava em permanente contato com o Senhor; jamais foi visto criticando alguém, nem para dar exemplos, tampouco manifestando atitude arrogante e vaidosa o que deixa de ser incomum nos nossos dias. Enfim, qualquer coisa que se diga ao seu respeito, parece muito pouco.
Poder-se-ia chama-lo de Apóstolo? Possivelmente, sim. Naturalmente, se o chamassem assim, com certeza absoluta, ele recusaria como qualquer pessoa sensata igualmente recusaria; pela simples razão de apóstolo mais parecer um elogio em forma de reconhecimento, para os dias atuais.
Em principio, o titulo de reconhecimento a apóstolo, parece ter sido exclusivo dos primeiros seguidores de Jesus, chamados de discípulos ou seguidores, (Mt.10:1-4; Mc 3:13-19 e Lc. 6:12-16)  e posteriormente, enviados, cujo termo correspondente no grego, remete para “apóstolo” conforme Lucas (6:13) que assim o descreve. O termo – apóstolo – tem muito maior força que o encontrado na raiz da palavra. Ao serem enviados, já não eram pessoas comuns, estavam investidos de autoridade sobre doenças e demônios para anunciar o reino dos céus. O que diferenciavam os apóstolos dos profetas do antigo testamento é que estes, os apóstolos, não receberam autoridade para destruir ou abater quem os tentassem impedir. No máximo, deveriam sacudir o pó das sandálias e procurar outra parte para evangelizar.
Paulo, Paulo de Tarso ou Apóstolo Paulo, buscou o reconhecimento no seio da igreja, não para jactar-se de uma posição que pertencera aos discípulos de Jesus, mas, para que os contenciosos reconhecessem que ele, tinha recebido um chamado especial e para tanto, demonstrava isso com poder. Paulo também não aceitaria um título apenas para que o vissem como uma grande personalidade no seio da igreja, como pretendeu Diótrefes (3Joao 9) e como pretendem muitos em nossos dias, Rm. 1:5, ICo. 9:2 e 2Co. 12:12.
Algo que preservo é que por menos referências que se tenha na bíblia, acerca de qualquer assunto, como por exemplo, sobre a unção, deve ser levado em conta, pois, tudo o que foi escrito, para o nosso ensino foi escrito Rm. 15:4.
Assim, era o Apóstolo e Missionário EURICO BERGSTÉN.




domingo, 22 de janeiro de 2012

EBD/CPAD LC5 AS BÊNÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE A IGREJA.

PONTOS A ESTUDAR:
I – ABRAÃO E O ASPECTO PESSOAL DA BÊNÇÃO.
II – ISRAEL E O ASPECTO NACIONAL DA BÊNÇÃO.
III – A IGREJA E O ASPECTO UNIVERSAL DA BÊNÇÃO.

RECOMENDAÇÃO: Na introdução a esta lição, o autor fala sobre bênçãos concedidas a três endereços: 1) Bênçãos pessoais, aquelas que alcançam os fieis em particular, independe das promessas gerais da Bíblia, quando Deus atende e socorre em caráter pessoal. 2) Nacional, e nesse quesito, muitos ignoram que Deus reserva as nações, bênçãos por seus atos de justiça praticadas; lembremo-nos da salvação do Egito pelas mãos de José, alcançando o povo de Jacó, mas, a Bíblia reserva uma bênção para as nações no julgamento do tribunal de Cristo (escatológica), quando julgará as nações para o governo milenial separando os bodes das ovelhas, Mt.25:33. Nações que foram amigas de Israel serão abençoadas no milênio (estranho, o comentário de rodapé da Bíblia Pentecostal de Estudo). Há ainda nesse tribunal, o julgamento das obras dos crentes ICo 3:13. Obs. Não penso que o julgamento será simultâneo visto que as obras dos crentes, serão julgadas após o arrebatamento e as nações, na entrada do milênio.


I – ABRAÃO E O ASPECTO PESSOAL DA BÊNÇÃO.
1.1        O alcance individual das bênçãos.
Maravilhoso o comentário do autor neste ponto. Vale lembrar que as bênçãos espirituais são eternas (Ef.1:3) e por estas, o crente deve lutar diariamente para mantê-las em si. As bênçãos materiais, Deus não as nega, porém, não é prioridade de Deus nesta atual dispensação. Não podemos em hipótese alguma, exigir de Deus o que ele concedeu a Abraão, veja no texto, os motivos, mas, O Deus de Abraão é o nosso Deus, nosso pai e não nega bem algum aos que guardam sua palavra.  

1.2        O alcance social das bênçãos.
O que o autor quer dizer é que não adianta o cristão receber as bênçãos do Senhor e não utiliza-las como forma de ganhar os que estão próximos nem divulga-las para glorificação do Senhor. Só divulgar, não resolve. Faz-se necessário o compartilhamento dessas bênçãos para torna-las mais eficazes e multiplicativas.

II – ISRAEL E O ASPECTO NACIONAL DA BÊNÇÃO.
2.1 O Alcance geográfico das bênçãos
Aqui, o autor abre dois caminhos para mostrar esse alcance; do ponto de vista do assentamento do povo judeu na terra prometida e as promessas futuras, espirituais, como a redenção da própria nação e a redenção da humanidade pela herança da raiz de Jessé. Observar o que Deus concedeu a Israel enquanto obedientes através do livro das crônicas e o próprio livro dos Reis.

2.2 O Alcance político das bênçãos.
O aspecto político das bênçãos concedidas diziam respeito a influência política de Israel sobre as demais nações, a paz tão desejada e o reconhecimento dos povos. Observar a contribuição das nações para construção do templo no reinado de Salomão. IReis 4 e 5. Com verdade, diz o autor que as bênçãos destinadas a Israel eram exclusivas, mas, volto a lembrar que somos alvos da bondade eterna de Deus e por semelhança, seremos também abençoados.

2.3 O Alcance global das bênçãos.
O alcance global, está dentro do plano eterno de Deus que usa Israel como canal de bênção para todos os povos e para nós em particular. O autor cita Jo 8:56 quando Jesus diz aos judeus que Abraão alegrou-se por ver os seus dias, eles, ignorantes nesta parte, disseram: Não tens 50 anos e viste Abraão. A resposta de Jesus, deixa transparecer a sua divindade e eternidade; antes que Abraão existisse, EU SOU.
*Essa declaração cala a boca de certo pastor mundial que afirmou que Jesus não é eterno, ele foi criado por Deus, isso é como negar que o Espírito de Cristo não é o Espírito de Deus.

III – A IGREJA E O ASPECTO UNIVERSAL DA BÊNÇÃO.
3.1 Transitório versus eterno.
A rigor, vimos que as bênçãos da antiga aliança, apontavam para as bênçãos da nova aliança, sendo aquelas, sombra de bens futuros. O autor aos Hebreus em 10:1, refere-se à lei e nós podemos nos referir a tudo que dizia respeito ao povo de Israel, a lei e o sacerdócio.

3.2 Material versus espiritual.
Muito interessante o comentário do autor nesse ponto, pena que nem todos têm o alcance desta lição para compreender que as bênçãos materiais não podem sobrepor-se às espirituais e é o que está acontecendo hoje, cegando o entendimento de muita gente e até de crentes que gemem pelas bênçãos materiais, em detrimento das espirituais, incorrendo em sério perigo até da vida espiritual, por conta das frustrações. Que sirva de alerta.

3.3 Percebo que o autor nesta e em outras lições, exorta para o aspecto mais importante da vida cristã que é o cuidado com os necessitados e é também onde pastores influenciam negativamente a igreja no tocante a esse compromisso vitalizador das bênçãos do Senhor. Eles não se lembram e consequentemente não levam a igreja a se despojar.
Outra questão já comentada em lições anteriores é que a pobreza não indica falta de comunhão com Deus como a riqueza não indica predileção de Deus por um ou outro crente. Há condições de vida e trabalho, ligadas à vida comum e alavancadas pela obediência ao Senhor pelo fiel e cumprimento dos deveres cristãos.

É hábito dos pregadores da teologia da prosperidade, isolarem textos do antigo testamento para justificar suas afirmativas. Isto é totalmente irreal, todavia, sabemos que o Deus que concedeu bênçãos ao povo de Israel é o Deus que servimos em Cristo Jesus o nosso Senhor que pode, segundo a sua vontade, encher os nossos celeiros.




sábado, 21 de janeiro de 2012

UNGIR COM ÓLEO, SIM OU NÃO?


Li duas matérias buscadas na rede mundial e uma série de comentários sobre o assunto  nas páginas do facebook.  Deixo de citar as referências, em função de não considerar esta reflexão como refutação ao que se escreveu sobre o assunto.
Confesso que não me sinto confortável diante de análises e críticas feitas por teólogos, não obstante, amar a teologia, considera-la uma potencial ferramenta de ajuda para os que desejam servir no ministério cristão e ainda, como pastor, sempre estimulei os crentes a que buscassem estudar a palavra de Deus, via escolas teológicas, por quanto, estas dariam muito conhecimento bíblico sob todos os aspectos.  Quanto à interpretação, no melhor sentido, prefiro dizer que a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo e que o Espírito de Deus, enviado para nos guiar em toda verdade, é quem fortalece nossas convicções e permite que busquemos o consenso, pois, não acredito em convicta interpretação, onde não há consenso; assim sendo, não posso também aceitar que teólogos,  quer reformadores ou não, sejam vistos como senhores de toda verdade, nem mesmo os chamados pais da igreja nos primeiros séculos. Espero que essas considerações não me elevem ao trono dos soberbos, dos presunçosos.
Quando jovem, tive a felicidade de sentar-me em banco de igreja e ouvir grandes personalidades das nossas igrejas, que já viveram neste solo e deram suas vidas pela causa do Mestre, de maneira pura e desinteressada, como também desde jovem, sempre amei a Bíblia Sagrada,  como o maior livro do mundo,  por ser e conter a palavra de Deus.
Assim sendo; crer ou não crer, eis a questão. Tudo o que está escrito no novo testamento, deve ser vivido e lamento que a pressão da nossa sociedade, tem afastado muitos deste principio.
Quero dispensar qualquer comentário sobre a unção no antigo testamento, pois, nada acrescentará ao pensamento da nova aliança em que JESUS é o tema central.
Vejam bem, se falo no batismo com  Espírito Santo, muitos se levantariam para contestar sua eficácia no presente século por conta do mau uso dos dons espirituais e eu não tenho nada a ver com quem os copia com vistas a enganar ou estabelecer domínio sobre o rebanho do Senhor. Tenho a ver com a minha absoluta crença na palavra de Deus.
Sempre me afastei de tudo que cheire a misticismo: Ungir um doente terminal como se fosse extrema unção, orar para consagrar instrumentos musicais, orar por documento, orar por aliança e outro qualquer objeto, nunca fez parte do meu ministério.
De tudo que posso fazer sem me sentir condenável e que tenha o amparo da bíblia sagrada, é a ação de ungir os enfermos. O fato de haver apenas duas referências no novo testamento, não se pode creditar a ação de ungir a uma falsa interpretação dos  textos de Marcos e Tiago, sob qualquer pretexto ou hipótese.
Começando por Marcos 6:13. O grupo não saiu atropeladamente para o campo missionário; apesar da falta de detalhes, Jesus deve tê-los instruído sobre o que fazer e como fazer, assim sendo foram e expulsaram muitos demônios e ungiam muitos enfermos com óleo e os curavam.  Com certeza Tiago estava entre eles, e incluiu em sua carta, o ato de ungir.
Por que Jesus não ensinou sobre o ato de ungir ou pelo menos, não se fez qualquer comentário a respeito; bem disse o autor da carta aos Hebreus (6:1-2)  que os ensinamentos de Jesus, eram rudimentos da doutrina, não tinha o escopo  de orientar a sua igreja de forma escolástica sobre todos os atos e feitos apostólicos, estendendo-se as igrejas de hoje.
Interessante, nunca tive dificuldades em entender o texto do irmão Tiago; nunca achei que o óleo efetivamente curasse ou servisse para consagrar objetos e pessoas, nunca entendi que o óleo da unção nesta dispensação, devesse ser derramado sobre a cabeça de alguém como exemplos no velho testamento, sempre entendi e umedeci o dedo polegar com o óleo, aplicando sobre a testa do fiel e orando por ele, crendo no efeito da oração o que também, nem sempre ocorria como desejado pelo fiel.
Houve época em que os crentes pediam mais unção e essa prática foi sendo deixada de lado, quando a razão começou a tomar o lugar da fé, e as ações sempre levavam o crente às farmácias, sem desprezar a medicina e os recursos medicamentosos, ao ponto de periodicamente ter que trocar o frasco com cheiro de óleo estragado, sem o bom cheiro por um novo e assim sucessivamente.
O óleo era para mim, como um ponto de aproximação entre o crente e a fé na oração. Muitos nas igrejas em que fui pastor confessaram as curas recebidas e alguns casos até contra diagnósticos comprovados por documentos. Outro exemplo está no ato de participar da Ceia do Senhor, que não tem o poder de curar, todavia, não foram poucos os testemunhos de pessoas doentes que sentiram a cura no momento de participar do ato.
Se como um cristão, abro a Bíblia e leio em suas páginas sobre o que está escrito em Tiago, acharia estranho se o meu pastor dissesse: “Desculpe irmão, não costumo ungir, não devo ungir, o texto de Tiago é mal compreendido e não deve ser levado a sério ou coisa que o valha” eu certamente deixaria de confiar na bíblia, isto me levaria a suspeitar da sua total revelação.
É uma questão de crer ou não crer.
Jesus me batizou com Espírito Santo em Agosto de 1966, ninguém precisa crer, basta o que sinto e a importância dele em minha vida.
A única conclusão a que chego é que os exploradores da fé do povo torcem as escrituras sagradas para justificar suas ações; falha nossa, nos calamos, passamos a nos acomodar e aceitar um evangelho sem qualquer demonstração de poder e eles entraram sem qualquer escrúpulo. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EBD/CPAD LÇ.4 1TRIM2012 - A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO.

PONTOS A ESTUDAR:
1 – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA.
2 – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É MUITO MAIS QUE UMA QUESTÃO DE SER DO QUE TER.
3 – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA.

RECOMENDAÇÃO: Quando jovem, era ensinado a não ter ambição. O que a Bíblia nos ensina é não ambicionar coisas altas, recomendar que os jovens devem naturalmente, estudar e desejar uma melhor posição social, mas, nunca esquecer que ninguém sobe sozinho na vida e ao chegar no topo, não virar as costas para quem deu todo apoio sem o qual, não haveria prosperidade.


I A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA.
1.1        Prosperidade e consumo.
O que é “visão escatológica dos primeiros cristãos”. Pela exposição, o autor chama a atenção para os interesses que envolviam a vida dos primeiros cristãos. Tudo estava ligado à promessa futura do reino de Deus que abriria a porta da eternidade, longe da aflição e da dor. Nesse sentido, tudo que dizia respeito aos interesses materiais seriam como água passando sob a ponte. A ponte era o caminho e a água, a atração para a qual e na qual, não mergulhavam. O foco dos primeiros cristãos era o mais absoluto interesse nas coisas concernentes as promessas de Jesus e a palavra dos apóstolos.
A vida cercada de bens materiais e o consumo, não faziam parte dos comentários e das pregações.
1.2        Prosperidade e futuridade.
Os cristãos, não viviam preocupados com a vida presente do ponto de vista de ser e ter e lendo as escrituras, dá-nos a impressão que todo conselho, tanto de Jesus quanto dos apóstolos, era o de não colocar as riquezas em primeiro lugar.
O consumismo tem sido a desgraça do povo moderno; a alimentação da ganancia, da soberba e da vaidade.
II A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE TER.
2.1 Tesouros na terra.
Em Lc. 12:31 O homem rico estava tão preocupado em acumular riquezas, em ter e consumir (come, bebe e folga) que ser uma pessoa benevolente, piedosa, para quem a resposta do céu, não era o esperado, mas, é a que finaliza a vida do homem sem Deus.
Como uma praga, o ter, tomou conta da alma humana e isto tem levado muita gente a depressão e morte.
2.2 Tesouros no céu.
Se Jesus estivesse entre nós e ouvisse a maneira como estão convencendo o povo de Deus que ter corresponde a uma boa relação com Deus, certamente resolveria a sua maneira esta aberração que chama de doutrina. Ajuntar tesouros no céu significa enriquecer-se com a esperança proposta pela palavra de Deus. Nada tem a ver com posses nesta vida, onde a traça corrói, o ladrão rouba e a ferrugem consome, mas, depositar no céu porquanto os resultados são infalíveis.

III A PROSPERIDADE  NO NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA.
3.1 Uma igreja com diferentes classes sociais.
O autor ressalta a homogeneidade na fé dos irmãos, na igreja primitiva. A Bíblia diz em atos 2:40-47 que era um o coração e a alma dos que criam. Tudo era de todos em comum. Os interesses eram mútuos, completamente o contrário do que vemos hoje. Aquilo era prosperidade e era agradável a Deus, pois a resposta estava no crescimento da igreja. Como anda o crescimento da igreja na atualidade?
3.2 Não esquecer dos pobres.
Não esquecer dos pobres é o que se chama filantropia.
Há muitos que nunca deixam os pobres e estes juntos, alavancam muitas vezes os que prosperam.  Muitos prósperos, quando chegam no topo, viram as costas para os necessitados e para quem os ajudou.

Apesar dos ensinamentos bíblicos a partir de Jesus, nada impede o crente de ser e desejar ter melhores condições de vida, mas, sem essa obsessão que marca toda a nossa geração. O conselho da palavra de Deus é que, se a nossa riqueza aumentar, não devemos por nela o nosso coração.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO. QUE O DIGAM OS AMIGOS DE JÓ.

Tudo começou com a minha pergunta no Facebook: Se os amigos de Jó disseram coisas tão maravilhosas acerca de Deus. Porque tomaram aquele belo puxão de orelhas, descrita no capítulo 42:7?

Quando lemos o livro de Jó sem aquela intenção de dividi-lo de forma acadêmica, concluímos que tudo o que está escrito, está sob inspiração de Deus, não sendo apenas as palavras do homem e é exatamente aí que reside o perigo de achar que tudo que está na bíblia, é mensagem de Deus para nós.

É bom que eu esclareça o que está escrito aí em cima, senão alguém vai ficar confuso e dizer: Nesse caso, não posso confiar totalmente na Bíblia?

A Bíblia, não somente contém, mas, é a palavra de Deus por excelência e temos nela, duas fontes de inspiração; a de Deus e a do homem.
Quando a inspiração é de Deus e manda que se escreva ou que se fale, Deus responde pelas suas palavras, elas nunca voltam vazias. (Is 55:11). Outra questão importante é que Deus não pede licença para usar o portador, seja do bem, do mal, simples ou sábio. Deus e somente Deus que age por exceção, usa quem ele quer, veja o exemplo a seguir:

2Cr 35:20-23 O rei Josias, tinha organizado a páscoa e diz a Palavra de Deus que ele tinha já preparado a casa quando Neco,  rei do Egito, subiu para guerrear  contra Carquemis e Josias saiu ao encontro para impedi-lo. O rei mandou-lhe o seguinte recado: “Que tenho eu que fazer contigo, rei de Judá? Não vim lutar contra ti mas contra a casa que me faz guerra; e disse Deus que me apressasse; guarda-te pois de te opores a Deus que é comigo, par que não te destrua”.
Porém, Josias, não virou o rosto, isto é, não deu ouvidos as palavras que saíram da boca de Deus, foi ferido e morto na batalha. Fato semelhante encontramos em outras passagens bíblicas em que Deus usa reis ímpios, para corrigir reis desobedientes.
Quando a inspiração é do homem, assim temos, muitos textos nos Salmos, Provérbios, Cantares entre outros livros e aí, se estabelece uma perigosa conexão.
Abre-se um texto aleatoriamente e diz-se: Deus falou comigo. Deus pode sim, falar por um texto isolado da bíblia, por que falou comigo inúmeras vezes, todavia, a regra geral é que Deus não fala por um texto ele fala por toda palavra, é preciso conhecer o universo da vontade de Deus em toda a bíblia, obedece-lo incondicionalmente e ser abençoado.

Vejam por exemplo o Salmo 51 em que Davi confessa o seu pecado. Foi bom para ele ter confessado e deixado isso escrito como por herança para o povo de Deus, assim Deus fará com aquele que reconhece seus erros, abre o coração e confessa.

O livro de Jó é a mais excelente peça literária, do ponto de vista de uma literatura, obra prima de caráter filosófico. Nas suas páginas temos as contradições da vida, do nascimento à morte. São maravilhosas as palavras dos amigos de Jó, todavia, no capítulo 42, já trazendo a bênção da restauração da vida de Jó, Deus manifesta sua ira contra Elifaz e seus amigos, diz-lhes: “Porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó”.
As palavras eram lindas,  porém, sem misericórdia, sem contemplação com o sofrimento alheio, razão pela qual Jó os chamou de consoladores molestos, Jó 16:2.

Finalizando, é possível perceber que nem tudo que reluz é ouro. Não dá para aplaudir a todos, qualificando-os de homens de Deus, tudo pela oratória. Os homens de Deus têm como principal característica, fugir sempre que perceber que está sendo o principal foco das atenções;  Atos 16:17. Muitos pedem uma salva de palmas para JESUS, todavia, sabem que JESUS não pediria isto e nem aceita esse tipo de manifestação que só serve para medir o IBOPE do pregador, como também, nem todos os que cantam docemente, são ungidos pelo Senhor. Há os portadores de dons naturais que conseguem arrebatar quem os ouça, quer seja na palavra ou nas canções.



domingo, 15 de janeiro de 2012

Quebra de maldição hereditária, você é dos que engole essa? Então leia.


Não pretendo prolongar o assunto, citando textos bíblicos sem que haja realmente necessidade, pois a afirmação dessa doutrina, também não tem como se sustentar com muitos textos bíblicos e os poucos que  utilizam, estão totalmente descontextualizados.
Doutrina da maldição hereditária e quebra da maldição hereditária, tem como pano de fundo, o sincretismo religioso, o misticismo e os temores naturais dos seres humanos, como: medo de gato preto, sexta feira 13, passar debaixo de escada e muitos outros.
Essa questão de medo do ocultismo ou do místico, é coisa tão séria que o Haiti, foi governado por mais de 35 anos, por um governo místico que sujeitava o povo sob o estigma de Vodu, religião de origem africana que cultua os antepassados e divindades, usada também, por quem deseja dominar pessoas pelo medo de morte com a perfuração de bonecos criados, representando a pessoa que se quer destruir. O medo parece ser inato no ser humano, difícil encontrar alguém que não tenha medo de alguma coisa.
Certa feita em decorrência do ensinamento ministrado em uma igreja Assembleia de Deus próximo a São Paulo  fui abordado por um irmão que posteriormente, com a troca de telefones, contou-me seu drama. Avos, pais e tios, experimentaram o problema da embriagues e o divórcio, deixando-o  tenso e preocupado, se isso era maldição hereditária. Acredito que muitas pessoas, cristãs, sofrem com esse problema e espero que ninguém se antecipe a julgar que é falta de aproximar-se de Deus, pois, cada um tem o limite da sua vida cristã. Nem todos são iguais.
Fui alvo de um comentário inoportuno feito por um auxiliar, quando pastor de uma igreja e por conta desse comentário que apontava um membro da igreja, como vítima da maldição hereditária;  a semana seguinte foi de intensa luta espiritual. O Diabo quis fazer-me compreender que minhas dificuldades tinham como origem o meu pai, que nunca foi feliz na realização de negócios. A luta acabou em vitória, graças a Deus, pela minha perseverança em apropriar-me da palavra de Deus. Pensei comigo; se eu sendo pastor, sofri com essa mensagem, o que será que não ocorre com pessoas sem muita base bíblica?
Tive a oportunidade de deparar-me com uma enquete n’um portal, em que, 35% das pessoas que responderam a enquete, acreditam na maldição hereditária, isso representa um número muito alto. Assim, após a leitura deste texto, você pode ajudar a alguém que esteja sofrendo espiritualmente.
Primeiro, precisamos compreender como Deus tratou com o povo; antes da lei, sob a lei e na dispensação da graça. Qual era o alcance das maldiçoes lançadas a partir do monte Ebal e as bênçãos proclamadas no monte Gerizim.  Dt.27:11-36 e 28:1-68. Os textos são por demais interessantes e devem ser lidos com muita atenção.
Antes da lei, os que pecaram morreram no seu pecado e o povo já sofria sob a maldição do pecado e da morte, o primeiro, vencido por Cristo na cruz do calvário e a segunda, a morte, vencida por cristo na sua ressurreição, que também nos dará vitória na ressurreição dos mortos, quando da sua vinda para o arrebatamento.
Na lei, já organizadas a forma de viver diante de Deus e das nações, Israel é chamado diante dos montes Ebal e Gerizim, para receber o termo de responsabilidade de uma vida separada e obediente. As maldições e bênçãos propaladas diante desses montes, não atingiam a alma no sentido de tornar elemento do código genético ou espiritual, mas, no sentido político social, inclusive muitas consequências dessas maldições, consumiriam os bens do povo de Israel, por eles próprios ou por agentes externos, guerras e acidentes naturais, chuva ou falta dela entre outras. As reprimendas dadas ao povo de Israel pelos profetas, Isaias, Jeremias, Ezequiel e ainda os profetas menores, dão uma clara visão que Deus não amaldiçoaria o seu povo, mas os fariam pagar pela desobediência.
Veja por exemplo em Ml 4:9 “Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação” Essa maldição pesava sobre eles em que sentido? A locusta e o pulgão se encarregariam de cumprir os desígnios de Deus, tudo recairia sobre a vida econômica deles. Deus os tinha responsabilizado quanto à obediência e a conservação da vida, uma concessão de Deus pra que eles cuidassem do sustento do altar.
Moabitas e amonitas foram de certa forma amaldiçoados até a terceira e quarta geração, proibidos de entrarem na casa do Senhor e prestarem culto. Não socorreram Israel no deserto e Moabe contratou Balaão para amaldiçoar o Povo de Israel. Assim, levantou sete altares, mas, entendeu e falou a Balaque que contra o povo do Senhor na valia encantamentos e portanto não podia amaldiçoa-los. Nm,.23 e 24. Se a corrente fosse contínua, O Senhor não teria abençoado Ruth a moabita, dando-lhe nome em Israel e uma descendência que passou por Davi chegando a JESUS, o Cristo. 
Do ponto de vista da ciência, não há evidência que no código genético haja qualquer sinal que determine o destino de uma pessoa. Temos sim, vários textos como em Ez.18:4 – “A alma que pecar, essa morerá”.
A Parapsicologia (gr. “para” além de ou da mente “Psique” = alma, espírito, mente ou essência) Estuda a questão e postula a capacidade de fazer regressão para associar a essa corrente hereditária, porém, sem qualquer base científica e no nosso caso, muito menos bíblica.
Como explicar os acontecimentos contínuos dentro de uma família?
A questão pode ser vista de dois modos: O primeiro deles, a partir da submissão das vidas, a espíritos enganadores e a segunda, a partir da entrega total ao desgosto em relação à vida. Se o pai foi um “azarado” eu também sou. Faz a afirmação e não aceita exortação para melhorar de vida. Como Cristo rompe essa barreira? Concedendo libertação e paz no lar.
Finalizando, essa categoria de pessoas, têm dificuldades em aceitar a palavra de Deus como verdade e estão sempre caídas na falta de esperança e segurança.
“Se o filho do homem vos libertar, certamente sereis livres”. Jo. 8:36
O segredo é não sucumbir diante das ameaças e palavras proferidas por pessoas que não têm o conhecimento da verdade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EBD/CPAD L.3 OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL

PONTOS A ESTUDAR:
1 – OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO.
2 – DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO.
3 – A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES.

RECOMENDAÇÃO: Sempre que se fala em obediência ou desobediência na Bíblia, logo vem a tona a discussão sobre costumes e vaidade feminina. Convém o professor ficar atento e não permitir que a aula descambe para discussões intermináveis sobre este assunto, já que, a desobediência tem reflexos muito mais abrangentes.

I OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO.

1.1        Deus fala e quer ser ouvido. (ISm 3:10)
Existe duas maneiras de ouvir DEUS falar: Apenas com o ouvido e com o ouvido mais o coração. Não ouvir por ouvir e não ler a Bíblia por ler a Bíblia, como um maratonista, como alguns dizem: Já li 20 vezes. Para Israel, promessa de prosperidade social e para nós, promessa de vida eterna.

1.2        A obediência e suas reais motivações.
Existe uma lei moral chamada: “Lei da Reciprocidade”. Os bancos a utilizam exaustivamente; Dá um produto e exige em troca, saldo médio, seguros, investimentos e etc. Com Deus, essa lei, não pega. A obediência é antes de tudo, fator de preservação da vida espiritual. Abençoar é vontade de Deus, mediante a obediência a sua palavra. É antes de tudo uma troca justa: Você cuida das coisas de Deus e Deus cuida das suas.

II – DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO.

1.1        A quebra da aliança.
Bom lembrar aos alunos que as maldições por conta da desobediência, tiravam-lhes a oportunidade de viver em paz, prósperos e seguros. Na atual dispensação, as maldições foram sepultadas na morte de Cristo, não significando que eventual desobediência, não tenha alguma retribuição em nossos dias. Deus corrige o que ama Hb.12:6.

1.2        A maldição da idolatria.
O texto dispensa esclarecimentos adicionais, lembrando apenas que idolatria é idolatria em todos os tempos e hoje, há outros tipos de idolatria praticada não sendo necessariamente um altar com divindades. Qualquer coisa que substitua o pleno amor devido a Cristo se traduz, como uma forma de idolatria.

III – A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES.

3.1 A bênção como instrumento de proteção.
Tanto para Israel como para nós hoje, as promessas de Deus, não impedem que sejamos provados. Para eles, algumas provas eram verdadeiros castigos pelo peso da rebeldia contra o Senhor. Para nós, podemos separar as provas em dois grupos:
a)   Se, desobedecemos, naturalmente viramos as costas para Deus e nos tornamos responsáveis pelas consequências.
b)   Se, obedecemos rigorosamente, não há punição e as provas que nos sobrevêm, estão previstas na Palavra de Deus. IPd.4:12.

3.2 Período tribal e monárquico.
O texto oferecido pelo autor é, por demais, interessante. Além de mostrar a principal causa dos pecados do povo de Israel, remete para os dias atuais em que, muitos males sociais tem origem na desatenção do governo, com os pobres, miséria e fome dentre outras e isso gera caos e muitos danos a nação como foi para eles e também para as cidades de Sodoma e Gomorra.

3.3 As falsas ideias sobre maldição.
“Maldição hereditária” surgiu no cenário cristão, de forma muito enfática, pelas igrejas neopentecostais, principalmente Universal, perturbando muitos crentes. O chamado sincretismo religioso mistura conceitos espiritualistas, principalmente, das religiões de origem afra, que tem como conteúdo, consultar os mortos, adorar divindades, conviver no campo das guerras espirituais e principalmente vidas passadas. Essas orientações calam na alma do povo, trazendo inquietações. A palavra de Deus atua na alma, para libertar o crente dessas crendices e dar-lhe paz, a paz que só JESUS pode dar.

MINHA EXPERIÊNCIA PESSOAL.
Há muitos anos, um presbítero que me auxiliava, vendo um jovem, visivelmente perturbado, atribuiu aquilo a maldição hereditária. A semana seguinte foi de muita luta espiritual, pois o Diabo queria induzir em minha mente que algumas lutas vividas tinham origem na vida do meu pai. Consegui me libertar depois de muita luta comigo mesmo e confrontação dessas ideias com a palavra de Deus. Venceu a palavra de Deus e tive descanso até o dia de hoje.


sábado, 7 de janeiro de 2012

EBD/CPAD 1ºT.2012 L. 2 – PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO.

PONTOS ESTUDADOS:
1 – RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NO ANTIGO TESTAMENTO.
2 – A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E FAVOR DO SENHOR.
3 – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE.

RECOMENDAÇÃO: Diante das lições propostas e das falácias deste tempo sobre o assunto, o professor deve ser cauteloso em não permitir que o tema passe ao campo das discussões intermináveis, sobre nomes e pessoas.

Já convivemos em torno de 20 anos, com essa discussão de prosperidade, desde que as chamadas igrejas neo pentecostais, aportaram nas principais capitais e ramificaram-se pelos interiores. Não há tema mais debatido que este. Prosperidade, não passa no crivo da razão e muito menos no crivo da Bíblia Sagrada, de onde retiram textos isolados para tentar formar uma doutrina. Se a doutrina da prosperidade elevasse de fato, a fé e as conquistas, os pregadores deveriam concentrar suas forças e atenções para o sofrido continente africano.
A primeira lição, bem abordou historicamente a origem dessa doutrina e como não podia ser diferente, ela surge de uma dialética, totalmente materialista e interesseira, sem olhar para cima, de onde vem à verdadeira riqueza. Passemos a Lição 2.

I – RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA.
1.1        Prosperidade e solidariedade.
Considere o que o autor fala sobre corrigir conceitos errados:
Toda riqueza é uma dadiva de Deus? Não, nem sempre. Toda pobreza é marca de julgamento divino? Não, nem sempre.
Conclui-se que, e para facilitar o raciocínio, 1% de pessoas empobrecidas, são alvos de julgamento divino e 1% das riquezas conquistadas, são dádivas de Deus; daí porque uso o termo: “nem sempre”. Maioria quase absoluta do acúmulo de riquezas, provém da combinação: Excelência no trabalho, boa administração do patrimônio e cuidados em como gastar o que acumulou. É muito difícil acumular riquezas, sem o sacrifício e a exploração do semelhante. Somente a riqueza como dádiva de Deus, tem como ponto maior a socialização da produção. Dai e ser-vos-á dado... Lucas 6:38.

1.2        Prosperidade e espiritualidade.
Considerar que espiritualidade vem antes de riquezas materiais com base nos textos citados, Salmo 73 e Pv. 10:22, denota que os agraciados, reconhecem antes de tudo, que riqueza, vem,  não apenas pela força do braço, mas, o reconhecimento que a boa dádiva vem de Deus, Tg 1:17 “Toda boa dádiva e todo dom perfeito, vem do pai das luzes, em quem não há, mudança nem sombra de variação”.
1.3        Prosperidade e bem estar físico.
Após a saída do Éden, envelhecimento e doenças, sempre fizeram parte da vida humana e sobre estas, Deus é o que fere e também o que sara. Considere os textos citados na lição. Vale lembrar que riqueza não impede as doenças como pobreza, não é sinônimo de falta de saúde.

II A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS.

2.1 O trabalho como propósito divino.
O texto deste ponto é esclarecedor e traz luz ao assunto, mostrando que sem trabalho, não há como acumular riquezas e que Deus, pela sua palavra, condena a preguiça. Trabalho foi a primeira ordem dada ao homem no paraíso, cuidar do jardim. Há pessoas que não produzem, por pura indolência. Nesse sentido, surge o perigo dos que querem viver uma vida regalada, a custa da sociedade ou grupos sociais.

2.2 A bênção de Deus como favor divino.
O conceito teológico de “graça comum” estabelece o raciocínio de que a todo homem, quer se preocupe em reconhecer a soberania de Deus ou não, pesa o mérito das conquistas. A diferença está em dois pólos importantes: No final da vida, Sl.73 os portais são diferentes para cada grupo; os que reconhecem e os que não reconhecem a soberania de Deus. O segundo pólo, é o quebrantamento de coração que faz com que os abençoados, abençoem os que contribuem com seu trabalho.

III – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE.
3.1 Retribuição.
Agora, chegamos no ponto alto da questão, o que trata da retribuição ou a lei moral da reciprocidade e para isto, o autor cita o período patriarcal, começando por Abraão e suas riquezas, ou seja, A riqueza dada por Deus, por conta da obediência. Prefiro chamar este processo de exceção, alcança aqueles que, se colocam diante de Deus em obediência, plena, geral e irrestrita. O limite de Abraão, foi levar seu filho a Moriá. O limite de Jacó foi sujeitar-se a Deus, permitindo mudanças no seu caráter.

3.2 Soberania divina.
Relação de causa e efeito é aquela em que se atribui sempre: A riqueza é fruto da obediência a Deus, a perda de bens é consequência do pecado e da desobediência. O livro de Jó é magnífico em conteúdo para mostrar o equívoco dos amigos, que foram chamados de “consoladores molestos”.

Finalizando: Se a doutrina da prosperidade, tal qual, o homem enuncia hoje a plenos pulmões, deveria procurar resolver seus problemas, se contar com a facilidade de receber ajuda do povo.
Todos os pregadores da prosperidade e do pensamento positivo, vivem a custa de explorar a fé pública, começaram com nada, hoje tem tudo e que fica com menos são os seguidores, salvo raras e honrosas exceções, pois Deus, pesa os corações com balança justa.