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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EBD10 - UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA


LIÇÃO 10 – UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA.
1º trimestre de 2012 04/03/2012.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O POVO DE DEUS NA VELHA ALIANÇA.
II – A IGREJA E SUA NATUREZA.
III – A IGREJA E SUA MISSÃO.

Em tempo: A igreja sob os dois aspectos é um organismo vivo e o crescimento tanto físico quanto espiritual, é sempre fruto da sua paixão pela obra de Deus. Muitos não se dão conta dos reais prejuízos causados pelas mega igrejas face à concentração de poder e pessoas ou a igreja tele evangélica. Já escrevi a respeito disso nas matérias postadas no Blogger e quero repeti-la aqui para que a imagem real fique viva nos nossos corações e mentes, dando a conhecer que nem de perto ou longe, sou apreciador do movimento G12:
Os fatos são insuspeitos quando olhamos com rapidez, porém, quem pastoreia igrejas e sabe da satisfação que dá terminar o culto com vidas decidindo-se por Cristo, entende o que digo. As doutrinas do enriquecimento e da facilitação da vida cristã, somadas à tele evangelização (que veio para dizer do seu grande trabalho em prol do Reino de Deus)  na verdade, o que tem feito é levar os crentes e igrejas ao comodismo, a plena graça do sofá em que paga-se muito para não ter o trabalho de exercitar a fé e evangelizar, têm-nos feito cair na inércia para assistir os grandes cultos. Assim, o crescimento das igrejas, considerando-se o crescimento populacional, é nulo. Certamente você vai dizer que não concorda por que o número de cristãos aumentou consideravelmente. Quero apenas lembrar que a televisão, não sente dores de parto e não tem ensino bíblico de qualidade para formar um verdadeiro cristão; quanto o efeito das megas igrejas, estas simplesmente formaram um auditório frio e marcado pela impessoalidade. Cabe a vocês analisarem este assunto e tirar as suas próprias conclusões.

INTRODUÇÃO: Sobre a saudação de Paulo, incluindo “Israel de Deus” Gal.6:16 o apóstolo cita dois grupos, o primeiro, a igreja “Todos os que andarem por esta regra” e o segundo, “sobre Israel de Deus” revelando o reconhecimento da nação como  propriedade peculiar de Deus, como Israel, nação, dentro da perspectiva de uma Israel convertida a graça de Cristo. O aperfeiçoamento de Israel se completa na igreja Hb 11:40.

I – O POVO DE DEUS NA VELHA ALIANÇA.
1.1        O Israel Nação.
Neste primeiro ponto, o autor mostra o reconhecimento de Israel como nação santa, chamada para fazer a diferença entre as nações e certamente conquista-las para Deus com o seu testemunho próprio. A falha pela dureza de coração, levou Deus a disparar o segundo plano através da igreja sem contudo desprezar o seu povo, cujo propósito segue até o final para agrega-los a igreja e a nova dispensação. Bom lembrar a instrução sobre o enxerto declarado pelo apóstolo na carta aos Romanos 11:23-24.

1.2        O Israel do Novo Testamento.
O autor declara que o papel da igreja não é substituir ou suplantar Israel. Esse pensamento e os ensinos bíblicos nos levam a respeitar e amar a nação, sabendo que Deus não desprezou o seu povo nem estabeleceu um segundo concerto para apagar Israel da memória e sim, aperfeiçoar e completar a nação dentro do novo plano de salvação.
1.3        O povo único de Deus.
O autor cita Hagner para reafirmar que a Igreja não assume o lugar de Israel, mas, que Israel encontra sua verdadeira identidade na igreja. Há dois aspectos a pensar; o primeiro deles é que nesta dispensação, Deus fez de ambos um só povo e sabemos como esta fusão ocorre. O segundo, isso parece utopia diante de tudo o que acontece hoje na nação, exceto sua luta pela sobrevivência, quando até em Jerusalém, assiste-se a desfiles e movimentações culturais distantes daquele Israel dos reis, dos profetas e sacerdotes. Apenas no milênio, com o Messias, as questões de ordem prática tomarão o seu lugar e então veremos o que Deus queria de fato fazer com o seu povo.
II – A IGREJA E SUA NATUREZA.
2.1 Localidade e universalidade.
A universalidade da igreja deveria coexistir com as diversas bandeiras, todavia, as diferenças doutrinárias, exigem um certo cuidado, para que não se dê apoio a heresias apenas por que tem o nome de “igreja evangélica” e isto também é válido para nossas ADs pois algumas, já são verdadeiro corpo estranho na natureza bíblica da igreja do Senhor.

2.2 O ensino revela que a igreja é una. (Ef.4:4).
Este tópico dispensa comentários quando o autor afirma que a igreja é um corpo, formado por crentes de toda parte do mundo e espalhados sob diversas bandeiras denominacionais. Nesse sentido, não existe o “samba-lelê” tão em voga nas liturgias.

2.3 A santidade é tanto posicional como progressiva.
Para o autor, santidade posicional é aquela atribuída pela graça do Senhor por estarmos nele e a santidade progressiva é a que decorre do abandono das práticas mundanas, ajustando-nos aos ensinamentos da palavra de Deus e nunca o contrário.

III – A IGREJA E SUA MISSÃO.
3.1 Adoração.
Perfeito o comentário como abordado neste tópico, pelo que, apenas como pensamento suplementar, digo no Senhor, que muitas coisas vistas hoje nos nossos arraiais, têm nome de culto e adoração, mas, está se distanciando cada vez mais e o nome de JESUS é sutilmente substituído pelo de GENÉSIO a quem se dá, aplausos, louvores e uma certa veneração entre outras coisas; isso tanto na maioria dos cantores quanto de pregadores, razão pela qual, se transformaram em mercadoria de alto valor.

3.2 Instrução e edificação.
Maravilha de comentário. Perceba-se que a tônica do culto é o legítimo ensinamento doutrinário onde se inclui a moral e a ética. Se a igreja deixa de lado as questões de moral e ética, ela se torna insípida e JESUS disse para que servirá. (Mt.5:13).

3.3 Proclamação.
Aqui, o autor atribui a proclamação do evangelho como tarefa principal da igreja e afirma que esta é a forma dela ser próspera, sendo a riqueza um caso a parte. Alguém duvida?
FINALMENTE.
A igreja foi constituída pelo próprio Senhor que deu a sua vida por ela, como sendo, além de agente da paz e da evangelização, a única forma e o único lugar em que cada crente pode mostrar a sua capacidade de doar-se pela causa, demonstrar que não tem qualquer tipo de preconceito e ainda mostrar a capacidade de viver em grupo pois no céu, nada vai nos separar, sob qualquer aspecto ou pretexto.
Boa aula para todos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

REDE SOCIAL. TENHA LUCRO COM ELA.

A rede social tem-se mostrado uma força na comunicação tão poderosa ou mais ainda que a televisão. Na televisão, salvo programas de caráter educativo, já foi dito por inúmeras pessoas de bem que a sua programação "emburrece" e se não "emburrece", provoca outros grandes males tais como: provocar a líbido de forma insistente e contínua, ensina em alguns casos, como roubar e se sair bem, que o adultério é compensador, que a relação monogâmica é um atraso de vida, que uma vida promíscua relativiza a moral e os bons costumes deixando tudo mais "alegre" entre tantas outras coisas. Na rede social, dispomos de uma plataforma para contribuir de maneira eficaz, com o aprendizado sadio mediante opiniões sanas, tenho observado que há espalhados em nosso território e fora dele, centenas de pessoas que deixaram de ir às igrejas, por absoluto desencontro de informações biblicamente corretas, além de podermos reclamar de maneira serena e respeitosa, aquilo que individualmente não teríamos qualquer chance.

Considero ainda como aspecto positivo, reproduzirmos e comentarmos os abusos cometidos por parlamentares que fazem da política um meio de vida e nada mais que isso. Se bem conscientizados, nortear os destinos da igreja, denunciando de maneira sensata e sem aquele ranço de ressentimentos, agressões de ordem e desabafos de quem nunca teve um encontro real com Cristo, tudo o que compromete a moral da igreja e o seu crescimento. Postar mensagens animadoras para os que sofrem, comentar sobre as coisas importantes da vida e o quanto Cristo tem feito por ela.

Nunca em toda nossa vida, dispusemos de algo tão precioso que dispense aquelas mobilizações populares que não sendo a imprensa, ficam circunspectas ao local da sua realização e não produz qualquer efeito.

Se tomarmos uma posição de evitar a banalização do seu uso, com comentários inconvenientes, desnecessários e muitas vezes, sem o mínimo de educação e respeito, certamente Deus nos abençoará e tornaremos a nossa vida mais útil a sociedade no geral e ao semelhante em particular. 

Passamos pela vida apenas uma vez e segundo as escrituras, não haverá retorno nem mesmo travestido de outra personalidade, assim, precisamos tornar cada momento da nossa vida em algo útil e isto será compreendido pelo céu como a nossa contribuição pela causa da verdade.

Deus certamente não dará galardão para o inútil e como a bíblia informa que o salário vem diante da sua face (JESUS),  acumule ótimos lucros, faça bom uso da rede, comunique apenas o bem, as coisas relativas a família, guarde apenas para sua família, não significando que não possamos postar aquela foto dos nossos entes queridos, aliviando as saudades de quem está longe.

Tem crente que fica o tempo todo reclamando que não sabe o que fazer para o Senhor, todo final de ano, promete trabalhar e servir melhor, faça-o agora.

Seja um grande investidor, o Banco do Céu nunca pede concordata nem tampouco vai declarar falência.








Pass


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

LÍDERES EM CRISE


LÍDERES EM CRISE.
Tenho diante de mim, dois livros bastante interessantes, o primeiro escrito por um jovem pastor batista, ED RENÉ KIVITZ, pastor de uma igreja batista próximo ao meu bairro, cujo título é: “FÉ, GRAÇA E RESISTÊNCIA”, ainda não posso recomendar por não ter lido totalmente, não obstante já estar comigo há uns bons anos, presente de um casal amigo em novembro de 2006 e com assinatura do próprio autor. Somente agora, estou começando readministrar o meu tempo para me dar ao prazer da leitura diversificada. Com relação a este livro, numa rápida passada de olhos, apreciei muito, trata-se de uma reflexão positiva sobre diversas questões como: Outro cristianismo, outra igreja, outra fé e outras coisas.
O segundo livro é de autoria do conhecidíssimo escritor Paulo Romeiro, “Evangélicos em crise”. Excelente livro abordando diversos temas como: Depois do supercrentes, culto a personalidade, os profetas da volta de Cristo e tantas outras abordagens interessantes.
Há pouco tempo, li o artigo de um jovem blogueiro, sobre “Mocidade assembleiana em crise”.
Após o café da manhã, uma preocupação tomou conta do meu coração, CRISES, e a palavra que veio ao meu coração, não foi sobre evangélicos ou mocidades ou qualquer outro grupo cristão que esteja em CRISE. Em crise, estão as lideranças.
LIDERANÇAS EM CRISES.
Quem pode avaliar o desastre de um líder evangélico em crise? Eles, que são formadores de opinião, detentores da unção de Deus para conduzir vidas a cristo.
As causas da crise, são perfeitamente identificáveis: Fome de poder, salve-se quem puder, quanto mais, melhor, culto a personalidade, dinheiro nunca basta, eu sou o grande, sem mim nada podeis fazer, Cristo em nós esperança de sucesso e tantos outros.
Para mim, não são os evangélicos, nem mocidades nem igrejas, mas, os líderes estão doentes e não buscam a cura.
Não são poucos que pregam e alguns nem pregam sobre uma vida sóbria e vivem nababescamente, protegem seu patrimônio a unhas e dentes, filhos e netos vão sendo trabalhados para a legítima sucessão, quer dizer: Deus nunca chama ninguém que não seja da família.
Fiz referência a um programa da TV Boas Novas, porém, veiculado na Rede TV em que o ilustre pastor, ocupou toda a programação para falar em dinheiro e pior, durante toda a programação perdi a conta, quantas vezes o amado pastor, falou em diabo, satanás, capeta e outras referências, sem falar no maravilhoso nome de Jesus.  No dia seguinte, o Bispo da Igreja Mundial, ocupou, vi na parte da manhã e depois, na parte da tarde, o tempo, defendendo-se e atacando a IURD e de quebra, todas as igrejas que não realizam tantos milagres como a sua e desafiando, tanto que me lembrei de Nabucodonosor: “Quem é como eu...”, outro, vendendo seu canal fechado de televisão, outros, vendendo sonhos e ilusões e ficando cada vez mais ricos, o aumento patrimonial que o diga.
Não se descarta que um ministro ou líder ou qualquer outro título que se queira dar, tenha família e que precisa cuidar bem dela, porém, a coisa tomou um rumo pra lá de: JESUS VAI DEMORAR.
Uma senhora irmã, na sua simplicidade, testemunhou que Deus daria tantos recursos que um dia, atual liderança iria dizer como no tempo de Moisés: Diga ao povo que basta. Aqui, nunca parece bastar e pior de tudo que não precisa ser inteligente para perceber que prevalece mais o nome próprio que o interesse pela causa.
Enquanto isso, cristãos deformados vão sendo agregados a igreja do Senhor e tentando ofuscar o brilho desta. Não há tempo nem dinheiro para investir-se na boa formação cristã. Algumas igrejas fundam uma meia dúzia de instituições, apenas para que não digam que não há trabalho social.
Quando digo cristãos deformados, não quero aqui ofender seguidores, mas, apenas mostrar, que para esses líderes, quantidade é o que interessa.
Se quantidade é o que interessa, obviamente não há por que se preocupar com a excelência da doutrina e com os compromissos com Deus. Surge então, outro evangelho, considerado melhor e mais eficaz que o evangelho do compromisso, do conservadorismo, do desapego ao mundo e assim, a crise da liderança vai plantando joio no meio do trigo.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

EBD/CPAD 1ºT 2012 Lç.9 DÍZIMOS E OFERTAS


LIÇÃO 9 – DÍZIMOS E OFERTAS,
PONTOS A ESTUDAR:
I – DÍZIMOS E OFERTAS NA BÍBLIA.
II – A PRÁTICA DO DÍZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORAÇÃO.
III – DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BÊNÇÃOS.

Em tempo: Há aproximadamente uns 25 anos atrás, quando não se ouvia falar que a Igreja Católica recebesse dízimos, tive uma experiência muito interessante:
Uma grande empresa de formulários contínuos era nossa fornecedora. Certa tarde recebi uma representante na empresa e como o assunto tinha-se alongado um pouco, achei que seria uma ótima oportunidade para evangelizar aquela representante comercial e provoquei o assunto, começando a falar sobre a importância da fé. Quando iniciei as primeiras palavras, ela emendou confirmando que de fato a fé é muito importante e disse-me: “Veja por exemplo a minha mãe, vive de aposentadoria, quando ela recebe, a primeira coisa que ela faz é separar o dízimo e entrega-lo a igreja, interessante, continuou, é que ela vive da sobra, viaja, compra o que precisa e as vezes ainda empresta dinheiro para alguns filhos quando a procuram”. Diante disso, pensei comigo, perdi a viagem, ela já é crente e logicamente, não quis perguntar de imediato, mas, perguntei-lhe; sua mãe frequenta alguma igreja? Sim! Disse-me ela, a minha mãe frequenta a igreja católica. Fiz como fazem os interrogadores, no fórum: Sem mais perguntas meritíssimo.
Vejam vocês, este não é um testemunho exclusivo ou isolado de quem dá ou devolve o dízimo, conheço, centenas de pessoas, que procedem assim, sempre, muito abençoados com o pouco que têm, não perguntam o que vão fazer com o dízimo dela; muitos não gostam quando digo que a questão da administração dos dízimos, é uma questão entre Deus e quem o administra, basta considerar as parábolas que tratam da fidelidade em todos os aspectos da mordomia cristã. Sem logicamente desprezar os ressentimentos e até justos, de irmãos que reclamam do estado de abandono em que vivem suas congregações, para as quais, não se vê retorno em forma de benefício. Confesso que também assisti a bancarrota de crentes fiéis e dizimistas, sofrerem por conta das quase comuns adversidades econômicas do país, porém, nunca desamparados.
No tocante a isto, recomendo a você que é professor que seja cuidadoso em abordar este assunto, para não transformar a sua aula de estudos da bíblia sobre o assunto, em praça de discussão que em nada contribuirá para o entendimento da matéria.


I – DÍZIMOS E OFERTAS NA BÍBLIA.
1.1        No Antigo Testamento.
Este primeiro item dispensa esclarecimentos adicionais, quero apenas chamar sua atenção para dois termos usados pelo autor:
Preceitos e Princípios.
Como está exaustivamente mostrada que o dízimo não é matéria exclusiva da Lei, dizemos que o estabelecido no Sinai (monte que representa a Lei) instituiu preceitos, normas ou regras legais e estas, obrigatórias, pois, o dízimo passou a ser uma exigência legal para manutenção do altar; quanto o princípio, apelaríamos muito mais para leis morais e de reconhecimento contributivo daquilo que já era antes da Lei, com a mesma finalidade, sem o aparato criado com a delegação de poderes dados a tribo de Levi.

1.2 No Novo Testamento.
Considere o comentário do autor e considere ainda que essa discussão visa defender o princípio do dízimo (reconhecido por JESUS Mt.23:23 e a importante referência do autor da carta aos Hebreus em 9:6-8), contra a forma de arrecadar, ameaçar para provocar medo e também, promessas feitas sem qualquer respaldo bíblico, praticadas pelos pregadores da prosperidade e muitos dos nossos pastores. Para mim, pessoalmente, ofertar o dízimo, 10% daquilo que recebemos por graça de Deus, é um ato de amor a sua obra, sem qualquer promessa de riquezas materiais, exceto aquela que furtamos de Ml 3:10 “Fazei prova de mim diz o Senhor dos Exércitos... . Quem já fez prova e foi abençoado, sabe o que digo.

II – A PRÁTICA DO DÍZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORAÇÃO.
2.1 Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus.
Não dá para achar que tudo o que conseguimos, provém da nossa capacidade, pois até esta, é uma dádiva do Senhor, que abre portas para as grandes conquistas na vida.
Pergunte aos seus alunos, o que é que eles tem que não tenha a mão do Senhor em todas as realizações, daí, aceito plenamente o verbo “DEVOLVER”. Devolver parte de tudo o que recebemos.

2.2 Reconhecimento do valor do próximo.
Esperamos que esse “tipo de dízimo” citado pelo autor, não alimente a disposição de alguém querer criar o sobre-dízimo ou o dízimo dos dízimos para atender os necessitados, pois, o dízimo nesta dispensação, visa atender todas as necessidades administrativas do templo bem como socorrer os necessitados, agregando-se ofertas voluntárias se o momento o exigir.

III – DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BÊNÇÃOS.
3.1 A bênção da multiplicação.
A bênção da multiplicação não está atrelada a percentuais ou quantificação da sua contribuição, mas, da forma voluntária e amorosa com que contribuímos para a obra do Senhor e atendemos os pobres, verdadeiramente pobres, em nossas portas.

3.2 A bênção da restituição.
Quero lembrar que a bênção da restituição citadas as fontes da lição, era fato concreto na vida do povo, pois Deus era o maior interessado em que as coisas sublimassem dos limites humanos, assim como a praga era real diante do endurecimento de coração do povo no tocante a mordomia do sacerdócio.

3.3 A bênção da provisão.
O autor fala de suficiência como fonte de sobrevivência da família cristã. Há hoje muitos produtos que são desejos de consumo da população que se dispensadas, não causam qualquer dano a nossa vida. Exemplo: Carro é confortável? Sim.  Todavia, vivemos muito bem se ele, casa é útil? Sim, todavia, não precisa ser em região nobre dos nossos bairros, o tênis não precisa ser de marca e assim por diante.

Finalizando, muitos citam o Salmos 37:25 “(...) e nunca vi o justo desamparado nem a sua descendência a mendigar o pão”.  Sabemos que há irmãos que se não forem socorridos, passarão fome, todavia, entendo que um filho de Deus, não mendiga, pois quando repartimos com ele, não estamos dando esmolas e sim, repartindo o que é nosso em comum.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O MEU MARIDO ME ABANDONOU. O QUE FAÇO AGORA? (atualizado 23H20 19/02)


1 - Meu marido me abandonou e agora, o que faço?
2 - Não existe nada mais antidemocrático que briga de casal.
3 - Fica muito difícil a convivência quando o amor acaba.
4 - O papel da igreja é estimular a boa convivência e essa é uma das razões pelas quais, muitos não gostam do compartilhamento pastoral. Já sabem de antemão, para onde a conversa será conduzida.
5 – Normalmente na fase do namoro, o pega-pega é geral e a mulher acaba fantasiando o amor eterno. Questão de entender a diferença entre amor passional e o amor como essência de Deus.
6 – No amor “essência de Deus” o respeito nunca acaba, vive sob a esperança do arrebatamento da igreja, abençoando o casal.
7 – Do amor, Ágape, Eros e o Fileo, que ninguém se zangue comigo, mas, entendo como maior, aquele que é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado e preservado somente enquanto o Espírito do Senhor ocupa lugar no coração.
Quando me propus a falar sobre a matéria, enviaram-me várias propostas de inclusão sobre esse e demais problemas que afetam a vida do casal, principalmente da mulher. Por ora, quero trabalhar este assunto, pois, a rede social, mostrou-me que os problemas se avolumam visto que, a expectativa da igreja é que a palavra falada resolva de forma definitiva todo e qualquer problema pertinente e nem sempre isto acontece.
É muito difícil dizer à esposa que deva entender o marido, quando este, já não demonstra qualquer sentimento bom de respeito por ela. O contrário também é verdadeiro.
O meu maior conselho para jovens é que procurem se conhecer de verdade, antes que a paixão domine o coração, pois, a paixão é um sentimento que turva a razão, impedindo que defeitos sejam mais bem avaliados. O que tenho notado ao longo da vida cristã é que Deus, não muda nem interfere no caráter do homem, por conta das nossas escolhas. Quando digo que Deus me transformou, digo que ele compartilhou comigo, algo da sua natureza dando-me capacidade de administrar todos os meus sentimentos e mudar algumas atitudes. À medida que leio a sua palavra, procuro me identificar com ela, governando melhor a minha vida e tornando-a útil para o que for necessário, é o que chamamos de conversão.
No tocante a vida conjugal, enfrentamos hoje, grandes desafios e o casamento só pode subsistir se contando com a graça de Deus, permitir-se a ação do seu Espírito na vida e procurar contribuir para o sucesso. Somente assim, é que ambos, construirão uma vida feliz e harmoniosa. É exatamente isso que precisamos fazer, para chegar ao céu. É bom lembrar, que um pode ser deixado.
Há muitos casos em que a mulher, não procura investir na sua educação e conhecimentos, por vezes, o marido já estabelece como regra: “Mulher minha não trabalha e nem sai para estudar”. Antes de casar, tudo isso deve ser amplamente discutido entre as partes. As culturas variam e as torturas a mulher também variam. Essa tortura, física ou psicológica, não tem a aprovação de Deus. Assim sendo, quando o marido estabelece regras, percebidamente unilateral, algo não está bem discutido.
Hoje pela manhã, casualmente assistindo o Globo Rural, o repórter perguntou a criança se antes do investimento em plantio de rosas em sua região (NE), se faltava alguma coisa. A adolescente respondeu prontamente: “faltava tudo, roupa, comida e calçados”, arrematando “Meu pai nos abandonou e passamos até fome”.
Uma das coisas que nos entristece é que muitos homens sem caráter, passam por bom, dentro das igrejas, levando-me a dar o seguinte conselho a uma jovem que queria se casar com um homem de Deus: Com o devido respeito aos sinceros, temos aí, dois tipos de pessoas que enganam facilmente qualquer pessoa, pois, na igreja, pregando ou cantando bem, na maioria das vezes, torna-se alvo da benevolência do pastor e do aplauso geral, mas, basta uma pressão para que o indivíduo mostre quem realmente é. Há muitas que depois querem culpar a Deus.
Jactam-se que as mulheres tem conseguido boa posição social, isto é fato, portanto, aconselho que as mulheres, não devem ir para o casamento totalmente despreparadas; pode acontecer  um abandono geral e caso isto ocorra, a mulher deve, imediatamente, posicionar-se profissionalmente para ter condições de competir no mercado de trabalho e isto, nada tem a ver com a máxima de: ANDAR SEMPRE COM UM PÉ ATRÁS. Melhor andar sempre com um pé a frente para não ter surpresas.
Há casos de homens que não tem a mínima condição de sustentar um casamento e muito menos de garantir o futuro da mulher. Na separação, elas geralmente ficam com os filhos e passam muito aperto, gerando outros problemas decorrentes. Isto é lamentável, mas, é a verdade. Lembro-me de um amigo pastor, que encontrou uma senhora evangélica se prostituindo. No desespero de não ver os filhos passando fome, sujeitou-se ao pior. Há quem diga que em Cristo, isto não acontece, de fato, na minha casa não, somente nas dos outros. JESUS nos mandou aprender o que significa misericórdia quero e não sacrifício, Mt.9:13.
Regime de comunhão parcial de bens é o mais comum aplicado aos casamentos e o homem precisa entender definitivamente, que a mulher por mais simples que seja, contribui maciçamente para a melhora de vida do casal, lavando, passando e cozinhando para o cidadão, chamado esposo, além do carinho concedido gratuitamente.
Os motivos do abandono do lar são muitos e sem medo de errar, o homem tem uma grande parcela de responsabilidades nesta questão, haja vista, que há homens, que provocam situações para despachar a mulher e casar com outra mais nova. Há os que abandonam a mulher a estado de viuvez e nem é para suprir necessidades da casa, trabalhando dobrado.
 A igreja por sua vez, precisa rever seus conceitos de fidelidade, e atentar cuidadosamente para muitas irmãs vitimadas e que praticamente passam fome com os filhos em seu pátrio poder.
Meu conselho as mulheres abandonadas é: Não se entregue ao abandono, ame-se além de tudo, não baixe a cabeça e não deixe sua autoestima ser jogada no ralo. Aprenda a dominar sua tristeza e aceitar a realidade. O contrário, não fará retornar o marido, salvo, mediante a fé, o empenho em oração, já vi este milagre acontecer, todavia, nem todas tem esse dom.
Se o marido enriqueceu com sua contribuição, há remédio jurídico para resolver o problema e finalmente,  consultar quem é do ramo, fará muito bem ao futuro dos filhos, se os tiver.
Há casos em que a mulher se priva de muitas coisas para ajudar o marido, assim, a próxima terá muito com que gastar.
As exceções poderão ser  discutidas a parte.







sábado, 18 de fevereiro de 2012

A SEDUTORA, O PODER E A IGREJA

Acabo de ler o longo artigo da revista Veja (edição 2256) que trata da trajetória palaciana de Christiane Araújo de Oliveira, possivelmente criada na igreja, assistindo ou participando das Escolas Dominicais, filha de pastor (Igreja Tabernáculo de Deus e podia ser AD ou qualquer outra), certamente, nunca se imaginou envolvida em tantas polêmicas contribuindo para um abscesso de ações prejudiciais aos cofres públicos e de jogos políticos, capazes de derrubar eminências pardas do poder. Ao concluir a leitura, respiro profundamente para lamentar que pessoas busquem nas igrejas, a plataforma de apoio para muitos políticos e interesses alheios aos objetivos da igreja. Vale a pena ler o artigo.

Espero que um dia, os pastores habituados a se envolverem com políticos e politicagens, aprendam que a igreja, não é um balcão de negócios e crentes, não deveriam ser tratados como massa de manobra a qualquer interesse. Um dia pagarão muito caro pelo que fazem. 

São muitas as acusações contra pastores que fazem parte de movimentos suspeitos, teológica e politicamente falando, como o movimento do Reverendo Moon, e sociedades secretas. Pastor tem uma missão sublime, apascentar o rebanho de Deus sobre os quais, Deus os constituiu.

Com tudo isso acontecendo, sobram razões para que pastores, evitem a elegibilidade a cargos públicos e se assim o fizer, que entreguem a igreja para que obreiros engajados no interesse celestial, cuidem da obra, pois, diz a Palavra de Deus que ninguém pode servir a dois senhores, (Mt.6:24).

Outra coisa ainda mais escabrosa, é a utilização dos dons espirituais ou a imitação deles, para deleite e massagem de ego de pessoas interessadas em saber o futuro, pois para isso, existem os tarôs e outras formas de adivinhação. Os dons espirituais como declarados na Bíblia ou o poder concedido para tal, tem a única finalidade de facilitar a evangelização, assim como o Apóstolo Paulo, declarou que suas palavras não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana mas em demonstração de poder.(ICo 2:4).

Isto é válido também para os que fazem mau uso do evangelho, buscam construir torres para exaltar o próprio nome.

JESUS breve virá e pedirá conta de cada talento confiado.

CRIANÇAS DEPRIMIDAS. AS PROVÁVEIS CAUSAS


CRIANÇAS DEPRIMIDAS. AS PROVÁVEIS CAUSAS.
Além do estudo feito pela Children’s Society, cuja base de pesquisa foi o Reino Unido, apurar que uma em cada onze criança nas idades entre 8 e 16 anos, estão infelizes e que o reconhecimento de especialistas brasileiros, os leva a afirmar que esse problema não é visto apenas naquela região do planeta e que elas não estão apenas infelizes e sim, estressadas, ansiosas, deprimidas e sobrecarregadas; considerando ainda, as palavras da Senhora Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância  da UNIFESP de que as crianças estão desconfortáveis com a própria infância, nos leva a reacender a vela desta discussão para considerar o seguinte:
A base social da criança começa sempre no lar e abrem suas janelas para o mundo social das escolas, das igrejas, da convivência e principalmente para o mundo da informação.
O acesso ao conhecimento é prematuro e pior ainda é que o conhecimento está cada vez mais ampliado, não se separando o que é próprio para adulto ou para crianças.
Exatamente nessa faixa de idade entre os 8 e os 16 anos, onde estão minhas duas netas e filhos de amigos meus, busco importuna-los, ou na linguagem popular, zoar com eles, para sentir a reação e confesso-me impressionado, pois, as respostas e ideias não parecem surgir de uma mente em formação; respondem com muita clareza, falam corretamente e usam termos impressionantes e nada comuns.
A criança de hoje, está buscando a duras penas o seu próprio espaço, não lhe dão qualquer folga.
 As igrejas, na maioria dos lugares, querem tratar as crianças como adultos e impor-lhes regras, proibir-lhes de viverem a própria infância, alguns chegam ao exagero de colocar a figura do demônio em seus brinquedos e a reconhecida falta de apoio econômico às crianças em fase escolar.
O Estado que exerce o grande papel de educador através das escolas, querem antecipar os conhecimentos sobre sexo e sexualidade e tudo para fazer entender que homossexualismo é perfeitamente normal através dos kits “educacionais”, achando que com isto, no futuro, não haverá homofóbicos. Tentam impor a doutrina da liberdade mas na verdade é de pura libertinagem, essa é a grande verdade e a grande jogada, pois existe um lado da economia que sobrevive de produzir entretenimentos e fantasias para adultos, vendo nas crianças um futuro mercado consumidor.  Querem que as crianças já entendam a importância do uso da camisinha e outras formas de diversão garantida.
A televisão poderia muito bem ser usada para divulgar programação de maior utilidade para essa faixa etária, porém, o que vemos, são futilidades, os BBBs, as novelas que em alguns momentos, sugerem a prática de sexo oral em pleno horário, onde muitas dessas crianças ainda estão perambulando pelas salas, as propagandas de bebidas alcoólicas, mesmo com aquelas mensagens de proibição para menores, o aumento de consumo de bebida alcoólica entre adolescentes justifica o que se diz a respeito e o consumismo desvairado.
Adoção de crianças por “casais” homo afetivos , que na atualidade, parecem querer transforma-las em objetos de demostração do quanto dois homens ou duas mulheres podem perfeitamente educa-las, mesmo sabendo que a criança precisa das duas referências, do homem e da mulher.
A família, por conta da pressão econômica e social, tem abandonado o papel de primeira educadora e responsável pela legítima dádiva do amor e da compreensão devidas às crianças, há muito, perderam o controle desse papel. Há tempo para tudo, menos para instalar em casa, uma boa e saudável convivência.
Os legisladores, ouvindo as diversas e dilacerantes vozes, dão as crianças, diploma legal de intocabilidade, com desprezo ao bom e velho corretivo e tudo para impedir a violência doméstica, quando na verdade já existem remédios legais para isso, levando as crianças a olharem para os pais, como verdadeiros monstros.
A justiça, lenta no trato com questões de abusos contra a criança, deixa entrever a incapacidade do Estado em protegê-las de toda forma de agressão moral, principalmente as fomentadas pela própria mídia e os crimes de pedofilia.
O que fazer o mais depressa possível. Unir forças, o Estado, a mídia, as famílias, as igrejas e começarem a olhar, primeiramente para as necessidades físicas das crianças e da mesma forma como trabalham pela recuperação do meio ambiente, trabalharem pela recuperação de uma infância realmente infância e não uma infância adultizada.
Se queremos salvar o planeta, precisamos igualmente, salvar as crianças da violência moral perpetradas contra elas e outros tipos de violência.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

GRÁVIDA E ABANDONADA

Digam o que quiserem, as igrejas, sejam católicas ou evangélicas defendem o princípio da moralidade e da família; não se muda o que está arraigado como base fundamental para uma sociedade saudável.
Este fato ocorreu há uns 25 anos e nunca mais esqueci dele.

Uma senhora, recém convertida com idade aproximada de 70 anos, estava entre a vida e a morte no hospital de Pirituba - São Paulo. Uma irmã da nossa igreja, enfermeira e que dava atendimento para aquela senhora, ligou-me dizendo: "Pastor o senhor precisa ir ao hospital, pois a irmã Cida (nome fictício) está para morrer, o coração muito fraquinho e os médicos já não acreditam na recuperação dela e querem tirar o monitoramento".  Acompanhado da enfermeira, fomos ao hospital, vi o estado da irmãzinha e orei pedindo ao Senhor que se compadecesse dela. Deus ouviu a minha oração e ela viveu ainda mais uns 8 anos, quando soube que tinha partido firme no Senhor. 

A visita no hospital, foi o tempo suficiente para atender aquele chamado e cumprir o dever pastoral. 

Retornando com a irmã que havia me conduzido até lá, passávamos pelo atual terminal de ônibus de Pirituba, na oportunidade,  apenas mato e muita escuridão, quando percebi uma senhora e uma jovem do seu lado, quando notei a dificuldade com que andava. 

Parei o carro, perguntei o que estava acontecendo e convidei para que entrassem pois eu as levaria até sua casa. No caminho, naturalmente procurei avaliar a situação, quando a mãe contou-me a história da jovem, sua filha. 

Sentindo contrações e sem qualquer recurso, foram ao hospital e de lá, dispensadas (desumanamente) talvez por não haver sinal que o parto seria iminente. 

Perguntei pelo suposto pai e mãe disse que era um menino irresponsável e que não estava preocupado com a situação. Deixamo-las em casa.

Por muitos dias, fiquei com aquilo no meu pensamento, tentando entender esses problemas, não tão corriqueiros como se vê hoje, quando muitas meninas em idade de brincar e estudar, experimentam uma gravidez nada compreendida.

A sociedade mundana, não contribui com as igrejas no ensinamento, pois ao invés de estimularem pela mídia que há tempo para todas as coisas, querem ensinar como praticar sexo seguro que na verdade não existe pois o prazer sexual, sempre acontece como a erupção de um vulcão. Por mais que se oriente, estão aí para comprovar o que dizemos, crianças com até 12 anos de idade, sendo mamães e o aumento das doenças sexualmente transmitidas, cujos dados não são divulgados para não alarmar, transformam hoje, predominantemente a classe feminina em vítimas.

Os meninos, acesos para o sexo e estimulados pela mídia, andam sempre a caça de novas vítimas, alardeando aos quatro cantos, quando conseguem romper a virgindade de uma jovem, que, acabam sempre abandonadas na esquina e pior, quando a própria família passa a rejeita-las.

O governo, através dos seus péssimos representantes, querem solucionar o problema, ensinando as jovens a se tornarem assassinas logo cedo, pois arrancar uma vida em desenvolvimento no útero  é tão criminoso quanto beber e atropelar.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

EVA, ERA O NOME DA OVELHINHA.

Eva é o nome mais interessante que conheço pois sempre remete para o cenário do Éden e nos mostra como a civilização teve início, com aquela que abriu a madre para dar a luz o primeiro filho e o segundo e o terceiro e sabe-se lá quantos mais.
Eva era o nome daquela ovelhinha  com pouco mais de  60 anos quando assumi o pastorado da igreja. Ousadamente, um dia ela procurou o pastor da igreja e disse-lhe: "Pastor, o senhor vai sair daqui por que eu já vi o novo pastor chegando. Ele que ainda vive, respondeu-lhe: Há, é? E como ele é; docemente ela explica que o novo pastor era magrinho e usava óculos, etc. etc.".  Passado pouco tempo, a anunciada troca e naquela noite, por algum motivo, o pastor regional em exercício, tinha levado com ele uns 4 companheiros além de mim. Mais tarde, a irmã Eva procurou-me e disse-me: "Pastor, quando o senhor entrou na igreja e no púlpito, tantos outros, eu tinha certeza que era o senhor mesmo"  e contou-me o que relatei acima. Naquele tempo eu pesava 55 kilos, era realmente magrinho. Que saudades. Convivi uns bons anos, tendo por companhia na igreja a querida irmã Eva, que discretamente, evangelizava e socorria os necessitados.

Certa feita, irmã Eva adoecera e fora levada a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; tomei conhecimento, e propus-me visita-la. Como trabalhava de empregado, sair da empresa no expediente, exigia uma certa programação.

após quase 10 dias do internamento, já não me contendo mais, deixei o meu local de trabalho e com a minha Bíblia, fui ao centro da cidade, a Santa Casa de Misericórdia, confesso que com o meu coração acelerado e triste pelo atraso daquela visita. Passos largos, entrei pelo longo corredor e fui em busca do quarto em que ela convalescia. Ao aproximar-me do leito, até hoje, gravo aquele lindo sorriso, de um rosto já marcado pelo tempo. Quando a cumprimentei, tinha a impressão que ela estava vendo um anjo e logo arrematou: Pastor, há pouco passou um grupo por aqui, orando pelos enfermos e o pastor do grupo perguntou-me se queria que orasse por mim, eu agradeci e disse que não precisava porque o meu pastor já estava a caminho e iria visita-la". Quando ouvi aquela confissão, algo se movimentou dentro de mim, com alegria porque eu não a tinha decepcionado. Irmã Eva era aquela mulher cristã que todo pastor gostaria de ter pelo menos uma dezena delas.

Passados mais ou menos uns 15 anos, quando já não era mais pastor daquela igreja, recebi um telefonema de um dos filhos da irmã Eva que noticiou-me o seguinte: "Pastor, minha mãe está no hospital de Osasco e quer vê-lo antes de morrer". 

Fui o mais rápido que pude, nunca tinha entrado naquele hospital, um prédio muito grande. Com as informações da atendente, fui ao quarto da irmã Eva, onde já se encontravam parte da sua família. Trocamos algumas palavras, li a Bíblia para irmã Eva, orei por ela, agradeci a família pelo comunicado e fui embora. No funeral, um dos filhos me disse: "Pastor, bastou o senhor se retirar e minha mãe descansou,  partiu para a eternidade".

Aprendi uma grande lição que como Pastor, não podia me demorar muito para visitar a ovelha aflita e também não podia pedir a um oficial da igreja que me substituísse.

Ez.34:2-5 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?

3. Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
4. As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5. Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.


A VIDA É BELA E COM LANCES PATÉTICOS

  1. Ótimo dia para todos. Sou o meu próprio patrão e não sou um patrão chato, todavia, já me levantei e vou me cuidar para ir para o trabalho. A vida é bela, mas, tem lances engraçados, até patéticos. Quando jovem trabalhei numa empresa quase 20 anos, nunca soube o que era chegar no horário, sempre por culpa da condução, claro! O atraso era sempre imperceptível pelo respeito tido na empresa, era fruto de um trabalho, duro, sério, honesto e responsável. Nesses quase 20 anos, faltava para visitar enfermos, enterrar os nossos mortos e nunca tive um desconto sequer em folha de pagamento e ainda era, na linguagem de um ex ministro do governo, "imexível" até que um dia, resolvi deixar a empresa. Isso já faz uns 30 anos. Olho a vida e o caminho percorrido, não sei dizer se acertei ou errei, só sei dizer que nunca desanimei. Pressão, sempre vem de todos os lados; trabalho, igreja e família, exatamente nessa ordem, foi assim que aprendi, foi assim que vivi, lutamos com o câncer da minha esposa, uma mastectomia e a quase recorrente depressão. Nunca achei motivos para murmurar, reclamar da sorte. Deus me sustentou até aqui. Quando digo que Deus pode sustentar sua vida, não uso isso como um viciado clichê, tão comum no meio evangélico, digo por que a sua palavra permanece para sempre e é fiel.
  2. A única coisa que sempre repudiei, foi ser olhado como um tolo, aquele que: Nada vê, nada sabe e nada sente. 

  1. Texto divulgado na minha página no facebook às 06 hrs do dia 14/02/2012 e reproduzido aqui.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CPAD/EBD LC.8 O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS


LIÇÃO 8 – O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A BARGANHA NA BÍBLIA.
II – PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”.
III – O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS.

Em tempo: Fala-se em barganhar com Deus, tendo como base a moeda de troca em que se transformou o “toma lá da cá” da maioria dos pregadores da prosperidade e suas igrejas. Olha pra cá: Tem um negócio que acontece em nossas ADs há muitos anos e ninguém nem percebe que é uma baita barganha com Deus, são as chamadas campanhas com tempo marcado, geralmente números que assumiram uma roupagem esotérica também, exotérica, como e principalmente, o número 7. Espera-se que no fim dessas campanhas os problemas estejam resolvidos, tornando-se uma baita moeda de troca ou barganha. A vida cristã deve fluir naturalmente, podemos e devemos orar pelos nossos problemas, até que sejam resolvidos ou deixem de ter a importância que dermos a eles; isto pode durar 10, 15, 60 ou mais dias.

I – A BARGANHA NA BÍBLIA.
1.1 No Antigo Testamento.
O maior exemplo é a vida de Jó. Assumiu a culpa pelos acontecimentos, não duvidou de Deus em momento algum, não abandonou a fé por conta dessas provas. A fidelidade de Jó foi a resposta de Deus e isso pode e deve acontecer conosco.

1.2 No Novo Testamento.
Moeda de troca no deserto; o Diabo quis levar Jesus a barganhar mas a resposta da sua boca, fê-lo bater em retirada. Ele não deve sentar-se a mesa dos nossos questionamentos, pois tudo com ele é pela troca e sempre quer levar vantagem. Façamos como JESUS e sairemos sempre vencedores.

1.3 As Escrituras condenam a barganha.
 Tudo na nossa vida deve ser feito com simplicidade e firmeza de fé em Cristo, sabendo que ele cuida da nossa vida e garantiu que responde nossas orações, antes mesmo de pedirmos alguma coisa, lembrando que ele não nos dá tudo o que queremos, por duas razões:
A primeira é que o evangelho não é uma religião voltada para satisfações pessoais e sim da alma e segundo por que não sabemos pedir convenientemente.  Tiago 4:3 “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites”.

II – PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”.
2.1 A falsa doutrina do direito legal.
Direito legal é aquilo que garante a posse, aquilo que já lhe pertence e não foi devidamente apropriado aos seus bens e, portanto, precisa ser reclamado.
No direito legal, nega-se a vontade de Deus. Muitos aplaudem essa doutrina por ignorarem o conjunto de ensinamentos da Bíblia Sagrada, vivem de textos isolados, esquecem a oração do “pai nosso” e a entrega de JESUS: seja feita a tua vontade. O direito legal funciona assim: Seja feita a tua vontade, mas, não te esqueças da minha.

2.2 A prática do determinismo.
Há todo um conjunto de promessas na Bíblia que foram disponibilizadas, tais como: Curas, milagres e alguns até produzidos pelos dons espirituais; estão na Bíblia para todos os fiéis.  Considerando tudo isto, não podemos olvidar (deixar de lembrar) que vivemos um tempo difícil, câncer, DSTs, doenças do coração, tudo decorrente da contaminação alimentar, do ar e da água. Todos nós pagamos o preço do progresso. Quando o Senhor opera milagre em uma vida, ele o faz para glorificação do seu nome caso contrário, nunca um hospital registraria um crente em Jesus.

III – O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS.
3.1 O perigo de se ter um Deus imanente, mas, não transcendente.
Fala-se de “imanência” como a interação permanente entre Deus e o homem e daí, o pensamento que ele está para nos servir e não para ser servido. Quanto ao Deus transcendente, fala da sua bondade em se dar a perceber que está conosco e em nós, não abrindo mão da sua deidade ou condição de ser Deus Soberano.
Nós temos que nos sujeitar a ele e não ele a nós.
O autor da lição comenta neste item que diante dos ensinamentos deterministas, Deus se assemelha ou querem fazer dele o garçon, pronto a servir tão logo você sinalize pela necessidade.

3.2 O perigo de se transformar o sujeito em objeto.
Sujeito em objeto, deixa de ser uma figura gramatical para revelar um novo conceito de vida em que o valor não está na adoração, chamamos isso de inversão de valores, Deus deixa de ser o agente da paz para ser o agenciador da felicidade materialista, deixa de ser adorado para dar lugar a posse de bens e outros interesses como prioridade máxima do cristianismo.

3.3 O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos.
O autor considera que transformaram a fé em fórmula, capaz de encurtar o caminho e desprezar o exercício da oração, tão necessária a manutenção do relacionamento com Deus como o meio para solucionar os intrigados problemas da via.
Se esses pregadores tivessem vivido no tempo de Daniel, ele não precisaria ficar 21 dias postado diante dos rios da Babilônia, bastaria determinar e todo o povo voltaria do cativeiro, mais uma determinação e Deus faria com que os restantes que estavam em Judá, reconstruíssem os muros, antes mesmo da chegada de Esdras e Neemias. Não é assim que as coisas funcionam.
Finalização:
Não podemos tentar a Deus que não se deixa tentar pelo mal.
Permite que sejamos provados até o limite das nossas forças e entra em cena, no momento em que declaramos nossa total dependência a ele.







quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

COM MALDIÇÃO SOIS AMALDIÇOADOS.


COM MALDIÇÃO SOIS AMALDIÇOADOS.

Um dos mais sérios problemas no tocante a todo assunto bíblico que exija uma maior participação dos fieis tais como: Campanhas de oração, dízimos, leitura da bíblia, fidelidade moral, ceia do Senhor e etc. levam muitos ensinadores a pensar que a força do medo, produz maiores resultados que o ensinamento baseado na exposição da Palavra de Deus.  Na verdade, sabemos que todo ser humano, uns mais acentuados, outros menos e alguns, sem qualquer vestígio de terror, diante da imagem do perigo iminente, possam mantê-los em absoluta fidelidade a não ser pelo amor e a partir desse pensamento, acharmos que alguns, se mantém fiéis, pelo medo do inferno ou de sofrer duras penas pela desobediência, não é tão acreditável.
Mencionamos em algum lugar, o domínio ditatorial de Maurice Duvalier – o Papa Doc -  que por 35 anos longos anos, manteve a sua ditadura no Haiti, sob o estigma de Vodu. O medo mantinha cativo o povo.
No caso do cristianismo, não faltou esse tipo de dominação, levando muitos a criticar a existência de um deus aterrador.
A maldição tem dois aspectos na Bíblia. O primeiro é a maldição do pecado. Sem querer olhar no dicionário para informar o sentido gramatical e a sinonímia da palavra, já que o termo está contextualizado na Bíblia Sagrada, maldição neste primeiro caso, significa estar sob os efeitos do pecado ou da separação da vida de comunhão com Deus, portanto, sujeitando-se ao domínio das potestades e da morte. No segundo caso, temos as maldições vistas na antiga aliança e o próprio Deus, estabelecendo a melhor condição de vida para o homem, sob pena de estar fora do plano abençoador de Deus,  no sentido de concessão para uma vida feliz e próspera. Temos os montes Gerizim e o Ebal, estabelecendo as duas únicas condições, vivendo debaixo da obediência ou  na desobediência; benção ou maldição.
Chegamos a Malaquias 4 – Com maldição sois amaldiçoados. Como o dízimo era além de uma obrigação legal e moral do povo para manutenção da tribo de Levi e consequentemente do sacerdócio, não dar o dízimo equivaleria a dizer: Deus! Não estamos interessados nos teus negócios.
Se Deus poderia impedir que as aves migratórias e outros animais, viessem e destruíssem a lavoura, não faria absolutamente nada em favor de um povo rebelde a sua palavra. Se o céu se fechasse , sob sua ordem ou mesmo por acidente, Deus não faria nada para impedir, já que toda a natureza, está sob a sua regência. O Homem rebelde, não teria outra oportunidade, não fosse pelo arrependimento.
Já, e, mesmo no antigo testamento, Deus deixava transparecer o cuidado com o seu povo, quando Balaão foi contratado para amaldiçoar Israel, (Nm.23 e 24)  a palavra do amor de Deus ecoou pela boca do profeta quando este revelou a Balaque: “Contra Jacó, não vale encantamentos e nem adivinhação contra Israel” e assim, não foi possível amaldiçoar o povo do Senhor, por quanto, Deus não tinha visto maldade em israel.
Na desobediência, o próprio homem atrai para si os males da vida.
Veio a graça; na manjedoura, nos braços de Maria e nos braços da cruz. Pagou o preço da redenção e tanto nas suas palavras como nas palavras dos apóstolos, o vocábulo maldição, sumiu! No lugar da Lei, a doce palavra; “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. Jo.15:14.
Soa diferente e logicamente, não penso que o Espírito de Deus ou Espírito de Cristo ou ainda o Espírito Santo, o consolador, não atuaria acima e além das palavras faladas e escritas, visto que ele mesmo, Deus, pelo seu espírito, no-las revelou, tornando impossível que alguém, pelo espírito da profecia ou pelo dom, possa ir além do que está escrito.
Assim sendo, maldição, não cabe nesta graça. Se o crente for infiel, não abrir o coração para a obra do Senhor e agir como agem os homens sem Deus, duas coisas fatalmente acontecerão:
Primeira – Deus só nos dará com ele todas as coisas na medida em que dermos a ele ou a sua obra todas as coisas que lhes são devidas. Isto é promessa da sua palavra. Não estou falando de salvação que é outro assunto. Estou falando a tudo o que concerne a nossa vida humana, não obstante, “todas as coisas”,  refere-se tanto as materiais quanto as espirituais, com maior ênfase as espirituais.
Segunda – Ele permanece fiel a sua palavra e todo pecado por desobediência, terão dois julgamentos, na carne, com aflições pelo que semeamos e na eternidade pela total desobediência.
O crente pode ser salvo pela graça, mesmo estando privado de tantas bênçãos concedidas nesta vida, menos ser amaldiçoado.

EBD/CPAD 1T 2012 LC.7 "TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"


LIÇÃO 7 – TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.
PONTOS A ESTUDAR:
I – PROSPERIDADE NA ADVERSIDADE.
II – PROSPERIDADE NA HUMILDADE.
III – PROSPERIDADE NA CARIDADE E NA UNIDADE.

OBSERVAÇÕES: Não é apenas o texto de Filipenses 4:13, temos o Salmo 91 e outros em que muitos se apegam como se fosse um talismã. Parece fazer parte da natureza religiosa do ser humano, essa busca pelo secreto, pelo escondido e como tem pessoas sabedoras disso, covardemente as empurram ainda mais, com fins lucrativos, para tirar vantagem da situação. Se vocês quiserem saber, podem se rasgar de ensinar, que não entenderão aonde você quer chegar. Você as ensina e elas fazem de conta que aprenderam para não te torturar. A maior virtude de um professor é ensinar a palavra crendo no efeito que ela provoca a curto, médio ou longo prazo na maioria das vezes. Há os casos de irmãos que tem apreciação por algum texto bíblico em especial.

I – PROSPERIDADE NA ADVERSIDADE.
1.1        Escassez e abundância.
A declaração do Apóstolo Paulo, “Sei estar abatido, sei ter abundância, estou instruído” não soaria bem em um programa de televisão, soa como expressão de conformismo como, aliás, Paulo não seria um pregador bem sucedido nos nossos dias, razão pela qual me conformo em também não ser; o sucesso de hoje está sempre em torno do tamanho do interesse de cada um. Sejamos honestos e fieis no ensino da Palavra de Deus.

1.2        Perseguição e rejeição.
Muitas expressões do Apóstolo Paulo, principalmente a segunda carta aos Coríntios 11:16-33,  em função dos que buscavam a sua própria glória, podem soar como a expressão de uma pessoa moída de inveja dos outros, não era o caso do apóstolo, todavia, rejeitado ou não, Paulo demonstrava sempre gratidão a Deus. Quando contou a igreja, quantas chibatadas havia tomado, (IICo.11:24), não queria ele impressionar o povo, mas, mostrar-lhes que a vida cristã, não é um mar de rosas como muitos imaginam e novamente, tornamos a provocar; depende muito do interesse de cada um. Considere o que o autor diz sobre “escapismo triunfalista” que é o mais comum hoje em dia, quando os pregadores passam a ideia que o cristão, não pode ter falta de nada nem sofrer qualquer revés.

II PROSPERIDADE E HUMILDADE.
2.1 O exemplo de Paulo.
Considere o comentário da lição, muito esclarecedor. Quero tão somente lembrar aos professores, que não adianta citar nomes como exemplos. A mídia nos deixa ver que o interesse é comum, no sentido de grandeza. Até muitos pregadores assembleianos, tem atitudes semelhantes aos das igrejas neopentecostais e o perigo é muito grande, segundo o comentador, que nos vejamos como “pequenos deuses”. Pelo menos como filhos prediletos, já está configurado, visto que pregam como se tivessem recebido do céu, toda autoridade par fazer o que fazem, sem se importarem com as regras bíblicas.

2.2 O exemplo de Cristo.
Considere o texto da lição, simples e claro, todavia, quero salientar que muitos entram por caminho errado, por seguir a cartilha de alguns pregadores descontextualizados, como Benny Hinn, R.Soares que é um seguidor de Benny Hinn e tantos outros. Abra uma discussão feia entre os alunos, se você mencionar alguns desses autores e até pastores da nossa igreja, se alimentam dessas literaturas. Funcionam mais como auto ajuda e colocam os crentes acima de toda e qualquer provação, principalmente, na área financeira. A Bíblia precisa ser considerada. Paulo considera os ensinamentos uma regra.
Galátas 6:16 “A todos os que andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles”.
2Co.10:15p “Não nos gloriando fora da medida, (....), seremos abundantemente engrandecidos entre vós, conforme a nossa regra”.
Temos regra sim. Exceção é somente com Deus e não podemos transformar as exceções de Deus em regras. Algo vai dar errado.

III – PROSPERIDADE NA CARIDADE.
3.1 Amor e caridade.
Considere o texto e veja que de fato o modelo de cristianismo fomentado pela teologia da prosperidade, foge a todos os padrões bíblicos ensinados.
Fl.1:9 “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo conhecimento”.
Diferente não?
As igrejas neopentecostais, independente do que retiram como resultado dessas investidas, nos leva a pensar que se fossem uma organização não governamental (ONG) voltada para o bem estar social, suas pregações seriam perfeitas. Como igreja, tem muito a desejar por que leva os seus seguidores a valorizarem mais a vida terrena que a celestial, gerando em muitos, frustração e abandono da fé.

3.2 Provisão e gratidão.
Como diz o comentador e com propriedade, o “Tudo posso” de Paulo, conforme o contexto, não é uma manifestação de poder compartilhado com Deus e sim uma demonstração que ele em Cristo, sabe superar todas as dificuldades, sem amarguras, por quanto, sente-se sustentado pelo Senhor, assim, também dizemos: Tudo posso naquele que me fortalece.
Lembremo-nos do texto de  Rm.8:35, leia com seus alunos. “Quem nos separá do amor de Cristo...”.

3.3 A comunhão e a sã doutrina.
A frase do texto da lição é salutar: “A prosperidade genuinamente bíblica,  consolida-se na unidade e na comunhão do Espírito Santo.
Na unidade porque a prosperidade em Cristo, não isola os crentes uns dos outros.
Na comunhão porque esta sempre foi a vontade do Senhor, tão bem praticada pela igreja primitiva.

Com dinheiro ou sem ele, glorifiquemos o Senhor, pois temos como maior riqueza, o vitupério de Cristo e por fim a vida eterna, Hb.11:26.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O DÍZIMO E O BAGAÇO DA CANA.


O DÍZIMO E O BAGAÇO DA CANA.
O propósito dessa reflexão não é fazer defesa do dízimo com vistas a atacar os anti-dizimistas. Não me preocupo nem com um lado nem com outro; o que quero na verdade é que o dízimo, elemento bíblico e de culto, seja tratado com o respeito como qualquer outra doutrina bíblica. Ao ler comentários a respeito do dízimo, leem-se verdadeiras barbaridades com afirmações totalmente equivocadas, tais como: O dízimo é da lei, o dízimo foi crucificado na cruz, o dízimo não deve ser ensinado, afirmam outros. Acabo de ver um vídeo em que o professor de teologia, explica de modo patético que “roubais” em Ml 4:8 apenas se referia aos levitas, mas, o verso 9 é claro quando o Senhor diz: “Vós, toda a nação me roubais”. A bronca era geral, mesmo tendo começado pelo altar; Paulo diz que o julgamento começa pela casa de Deus e certamente, pelo altar.
Quem normalmente odeia a doutrina do dízimo – doutrina como orientação da igreja - pois há crentes, que se pudessem, sairiam do culto ao ouvir falar a palavra “dízimo”:
1)      Pessoas que naturalmente, não tem pré-disposição para contribuir com dízimo ou qualquer outro nome que se dê a contribuições de qualquer natureza para igreja.
2)      Filhos de pastores, criados no evangelho e que viram seus pais sofrerem, por falta de apoio ministerial.
3)       Os que sabem que normalmente, todas as arrecadações  do campo,  são enviadas às igrejas sedes que com o acúmulo dos recursos, podem construir belos e suntuosos templos, além do dispêndio em conforto, programas festivos e de estudos,  e que não voltam com facilidade para melhorar as condições das congregações, geralmente, salões ou templos sem qualquer planejamento de uso , conforto e adequação para atividades educativas, por vezes, não podendo sequer promover um bom evento por falta de recursos, o que na verdade, não havendo investimentos, o próprio ministério sofre pela fuga dos dizimistas.
4)      Os que veem o sacrifício dos chamados pastores locais, praticamente bancando o exercício pastoral em prejuízo da família e em muitos casos, a igreja, piedosa, fazendo campanha para consertar, pintar ou trocar o carro do pastor, quando esse, já o deixa na mão. Esse desprezo se reflete em grande prejuízo para o ministério da igreja, porquanto, os crentes não toleram tal descaso.
5)      Os avarentos. Esta última categoria são os que falam coisas horrorosas sobre o dízimo.

Ao longo dos 100 anos das AD e o seu crescimento abrupto, levaram aos púlpitos, pessoas totalmente despreparadas de conhecimento e que usavam o dízimo como verdadeiras ferramentas para atacar os crentes  nos dias de ceia, chamando-os de ladrões de Deus e outros, associando a prática do dízimo com a salvação e com as bênçãos ou maldições lançadas contra quem não contribuísse com o dízimo, outros ainda, fixando nas paredes das igrejas, relatórios de quem era contribuinte para expor publicamente os não contribuintes. Havendo ainda os que tentam arrancar o que for possível, simplesmente para mostrar serviços aos seus líderes; atitude altamente impiedosa.
Nenhuma das questões anteriores, podem permitir que o dízimo seja transformado em  bagaço de cana.
O fato de não ter vivido do evangelho, nunca ter sido remunerado, não me deixa orgulhoso e sim confortável para falar deste assunto, sem qualquer constrangimento. Temo a Deus e tudo o que respeita a Bíblia, trato com carinho e cuidado o que falta em muitos comentaristas do assunto.
DÍZIMO É DA LEI?
O dízimo representa a décima parte do todo, ou seja, 10%, sendo apenas uma referência fracionária, usada pelo próprio Deus e que deveria ter prioridade em relação ao consumo da família, Lv. 23:14, para sustento dos serviços do altar. Nesse período, não contribuir era suscetível de maldição ou privar-se da bondade de Deus.
O fato de Abraão ter dado o dízimo de tudo ao rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisedeque, mostra que o dízimo era antes da lei. Este encontro foi mencionado pelo autor da carta aos Hebreus e o outro fato envolvendo o dízimo ocorreu com Jacó em Gn.28:20. Nos dois casos, não houve exigência legal e sim voluntariosa. Certamente eles sabiam que algum instituto, precisava ser mantido.
Alguns dizem que o dízimo não era pago com dinheiro, como que referindo-se a forma de arrecadação atual. Logicamente que não. O dinheiro inexistia como moeda de troca e pagamento.
NA LEI.
Agora, já não devia ser um ato espontâneo. A obrigação de entregar o dízimo, já estava codificado na lei, pois Deus havia instituído o sacerdócio. Basta ler cuidadosamente o Pentateuco.
Quero chamar a atenção dos estudiosos que a Lei cravada na cruz, não envolvia questões sociais e de organização do Estado. A Lei cravada na cruz era o conjunto de ordenanças que levavam o judeu a buscar no sacerdote, a purificação dos seus pecados, sobre as quais, o autor da carta aos Hebreus, declarou que todo ano se fazia comemoração pelos pecados. Hb.10:3.
NA ATUAL DISPENSAÇÃO.
Questão de inteligência; se o dízimo era praticado antes da lei e na lei, naturalmente, o dízimo seria para as igrejas, uma ótima referência para determinar-se o que seria uma oferta ideal.
Fosse o dízimo não aceito, JESUS o teria condenado, portanto, quando disse em Mt.23:23: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé;  estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (grifo meu).
Consideremos o texto de Hb.7:6-8  Quando o autor fala do sacerdócio de Melquisedeque em relação ao sacerdócio de Cristo: V.6 “Aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas” e no verso 8, “E aqui, certamente tomam dízimos, aqueles que morrem...” . Ao afirmar isto, mais na frente, cita Abraão e Levi como tendo recebido dízimos; não dá qualquer tom de legalismo ou de improbidade nessas ações.

  Independente de tudo o que acontece nos bastidores, tem milhares de crentes, cheios de fé e amor que nunca esquecem o dízimo, tenho testemunhos maravilhosos disso.
Adquiri um livro e no momento, não o encontro, sobre “Desmistificando o Dízimo”. Se alguém mistificou o dízimo, o fez por conta própria e por má interpretação, O dízimo não é místico, não tem os valores a ele atribuídos, não obstante, tem feito bem a muitos irmãos ao longo dos anos, que merecem o nosso respeito.
Finalizando, se alguém quer censurar os que abusam do poder, dão destino diferente aos valores arrecadados, faço coro com os tais, porém, falar o que falam da legitimidade do dízimo é no mínimo vergonhoso. Recomendo que leiam no meu blog, “O Dízimo da Irmã Mariazinha”.
As contribuições entregues a igreja, sob qualquer forma, se bem administradas, além de abençoar muitas vidas, principalmente no campo missionário, missionários de verdade! Abençoaria a vida de muitos pastores que vivem abandonados neste imenso Brasil e fortaleceriam nossas trincheiras contra as astutas ciladas do Diabo.
Se depois de ler este texto, você for daqueles que não se conformam com as sãs doutrinas e vivem martelando nas redes sociais, nem vou dar confiança pra você, porquanto, você é tão errado quanto os que cometem abusos na casa de Deus.