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domingo, 29 de maio de 2016

DIREITOS CIVIS, MORAIS E ESPIRITUAIS - EBD Lç.10 para 05/06/2016 (Subsídio).

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO 10 PARA O DIA 05/06/2016.
“DIREITOS CIVIS, MORAIS E ESPIRITUAIS” (subsídio).
PONTOS A ESTUDAR:
I – DEVERES CIVIS.
II – DEVERES MORAIS.
III – DEVERES ESPIRITUAIS.

 Examine se os ensinamentos da sua igreja (local) estão consubstanciados nos ensinos bíblicos. Caso ela não passe na mais elementar análise, acredite, não é igreja.



I – DEVERES CIVIS.

Quero chamar a atenção que a minha opinião é opinião pessoal, sujeita a contestações e não tem o propósito de confrontar o autor da lição nem a casa que a produziu. Como subsídio e na condição de “velho” professor de Escola Bíblica Dominical, procuro dar o tom na forma como sempre ensinei, buscando facilitar o entendimento de alguns pontos propostos, ou seja: Como interpreto o pensamento do autor para passar aos alunos?

1.1       A natureza do Estado.

Com razão o autor estabelece a ordem da fiel tradução em relação ao texto original, considerando que na própria bíblia, quando se fala em potestades, nos conduz sempre ao entendimento do poder das trevas.

No texto ou na tradução de Almeida, potestade nos leva a pensar em governo humano pelo sentido geral do texto.

Basta olhar para a construção política de muitos países dos tempos do antigo testamento para perceber a ingerência divina.

Penso que o texto de I Sm 8 é muito esclarecedor quanto ao dever e os limites da nossa obediência e penso que os limites estão na linha que separa a conduta de Acabe e Jezabel como exemplo de um péssimo governo e reprovado pelo Senhor.

Nos exemplos atuais, exagero na citação do Estado Islâmico, mas temos aí, o governo da Coreia do Norte, simplesmente deplorável e não podemos dizer que Deus tenha compartilhado da sua criação.


 1.2 O propósito do Estado.

Vamos buscar compreensão do texto, ponto a ponto.

No primeiro parágrafo o autor fala de “autoridade espiritual” o que isto pode significar?

O que não é ideológico e o que está acima das questões de ordem política, ou seja, o que está ligado pelo reconhecimento divino quanto a autoridade delegada a cada governo.
Em Rm 13:3-4 Paulo fala de um governo responsável cujo papel é organizar a sociedade para que haja distribuição do bem de forma igualitária. Outra questão é o tempo em que vivia e o papel da igreja diante da dominação do Império Romano, obedecer ou não, pagar tributo ou não? Jesus já tinha se posicionado sobre isso, Mt. 22:21.

Quanto a anarquia ela é produto da existência das diversas ideologias políticas que se assentam na tríplice base; Direita, Esquerda ou Centro, podendo ser um governo democrático ou totalitário.

O Cristão não deve compartilhar de qualquer movimento de caráter ideológico. A bíblia é suficiente para nos encaminhar pelo caminho da graça, da verdade e da sabedoria.


1.3 A igreja e o Estado.

Não há o que esclarecer neste ponto quanto ao reconhecimento do Estado, suas leis e aplicações; sempre acordamos que não se pode organizar uma sociedade que respeite os limites se não houver lei coercitiva para o cumprimento da ordem pública em todos os sentidos.

O Estado é laico quando não interfere de forma parcial nas questões religiosas.

A igreja (local) não tem qualquer papel no cenário político não significando que ela deva ser omissa quanto á orientação também imparcial devida aos seus membros e quando o momento o exigir, lembrando que os membros são cidadãos em potencial.  Não se pode transformar o culto a Deus em oportunidade de politização ou proselitismos.

É bom que o professor leia este tópico com seus alunos. Pensamento completo.

II –  DEVERES MORAIS.

2.1 A dívida que todos devem ter.

Muitos sofrem com essa questão de dívida refiro-me a dívida financeira na relação entre credores e devedores.

Há pastores insensíveis que pregam sem separar o joio do trigo na igreja e até afirmam que nessa condição o crente não será salvo.

Joio – O mau caráter que compra na certeza de não poder pagar e ainda supérfluos.
Trigo – O que foi vítima de riscos como desemprego, saúde etc.

O crente trigo sobe e os despojos ficam.

Não se deve julgar o irmão por eventual citação do seu nome no controle de maus pagadores.

2.2 A segunda tábua da lei.

Já estudamos em lição anterior acerca da lei e sua importância no contexto do Evangelho. O aluno pode achar impróprio este ponto, porém sem entender o pensamento do autor, isto pode até ficar confuso.

A repetição da lei decorreu da quebra das tábuas sobre o bezerro de ouro e assim, a segunda parecia tão somente consolidar o que Deus havia determinado ao povo na primeira. Ex. 32:19-24.

Para nós ficam as questões legais do Sinai que digam respeito ao controle da vida moral e o temor devido ao Senhor.

O autor neste ponto enfatiza e divide a lei em dois grupos. No primeiro a que chama de relação vertical, que trata da relação direta entre Deus e os homens e no segundo grupo a que chama de “horizontal” das relações entre homens e homens, ou seja; Deus se preocupa conosco e com nossa sociedade.

2.3 O segundo grande mandamento.

Sem dúvida alguma, ao amar, dispensamos as ordenanças que tratam das nossas relações. O melhor que possa acontecer em nossas vidas é sempre fruto do amor; até para ser um verdadeiro discípulo do Senhor. Jo.13:35

Deus promoveu a salvação dos homens por amor. Jo. 3:16.

III –  DEVERES ESPIRITUAIS.

3.1 Consciência escatológica.

A consciência escatológica citada pelo autor trata dos nossos cuidados em relação ao tempo que resta e como dever espiritual, nem precisaria dizer que a tarefa mais importante da igreja não é organizar a sua programação ao longo do ano, agendar seus compromissos, administrar as emoções dos diversos grupos que representam 80% da preocupação de um pastor na administração da igreja local e sim, preocupar-se com a salvação das almas. Nisto pecamos.


3.2 Consciência da salvação e do Espírito Santo.

CONSCIÊNCIA SOTERIOLÓGICA – Soteriologia  ou mais simplesmente chamada de doutrina da salvação não é o simples ato de agregar pessoas ao grupo, mas pessoas ao corpo de Cristo pelo novo nascimento mediante a pregação da fé. Diferente de tudo o que se vê no chamado movimento neopentecostal onde as pessoas são desafiadas todos os dias a buscarem sua saúde e vitórias na vida econômica. Os padres estão fazendo isto também; imitando a quem não oferece exemplo para imitar.

CONSCIÊNCIA PNEUMATOLÓGICA – Pneumatologia ou simples a doutrina que trata do Espírito Santo e das suas obras entre nós. Termos criados pelos estudiosos para definir as bases do estudo da Bíblia de forma racional e por divisão.

Perceba que o autor chama de referência indireta certamente pelo fato de relacionar os cuidados e ação do Espírito Santo, como o nosso Paracleto ou Consolador nas questões morais da vida cristã, não cabendo aqui, a discussão sobre batismo com o Espírito Santo ou dons espirituais.

Toda a nossa caminhada deve estar sendo monitorada pelo Espírito de Deus e assim, por ele conduzida sem que isto signifique subestimar o valor da nossa razão sobre os nossos atos, ou seja O fato de o Espírito de Deus estar em nós conforme Jo. 14:17 não anula a nossa capacidade de escolhas.


 A vida segundo o Espírito estabelece o mais perfeito e puro vínculo entre nós e Deus.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A NOVA VIDA EM CRISTO, LÇ. 9 EBD 29/05/2016 (Subsídio).

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO 9 PARA O DIA 29/05/2016.
“A NOVA VIDA E CRISTO”.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A MORDOMIA DA ADORAÇÃO CRISTÃ.
II – A MORDOMIA DO EXERCÍCIO DOS DONS.
III – A MORDOMIA DA PRÁTICA DAS VIRTUDES CRISTÃS.

SEM A EXPERIÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO NÃO HÁ NOVA VIDA.

I – EM RELAÇÃO A MORDOMIA DA ADORAÇÃO CRISTÃ.

1.1       Uma exortação em forma de apelo.

Que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus...

Eu penso que o verbo rogar tem muita força como expressão e sentido em nossa língua e uma riqueza de sinônimos; entre tantos, “suplicar” para este pedido de Paulo, soa como um apelo que sai do fundo da alma.

Se devemos fazer algo nesse sentido, que seja com muito amor e diligência.

Se tivéssemos que fazer apelo semelhante por conta dos desvios na celebração de cultos, isto viraria uma gritaria. Copo de água que vai e vem, movimentação de pessoas nas horas impróprias e conversas furtivas.

E acreditem, há pastores que gastam verbos cobrando postura moral sobre costumes e na sua igreja, os cultos deixam a desejar no quesito, comportamento.

 1.2 Um palavra concernente ao corpo.

O corpo, além de “templo do Espírito Santo” (ICo 3:16) é instrumento de adoração e não deve se fazer representar pelo “não fui ao culto, mas estava orando em espírito pelos irmãos...”; ele precisa estar presente.

O corpo não deve ditar regras de como cultuar a Deus, a mente sim, racional é a resposta.

Nada mais rebelde que um corpo sem domínio, inquieto e que acaba perturbando a ordem do  culto.

1.3 Uma palavra concernente a mente.

O culto a Deus se faz com a emoção e com a razão.

A emoção desperta o lado sensitivo da alma preparando-a para ouvir a Palavra do Senhor e para isto, os louvores funcionam como agentes. Tudo no seu lugar e tempo certos.

Alma preparada;  louvou,  adorou e agora quer uma mensagem genuinamente bíblica que produza conversão em alguns e construção de vida pura na maioria. Nesse momento, a razão se sobrepõe para ouvir e julgar a mensagem à semelhança dos crentes bereanos, Atos 17:11.

O professor precisa deixar claro aos seus alunos que o Espírito de Deus não tira o domínio da razão, não a turva por conta das eventuais manifestações de alegria pentecostal.


II –  EM RELAÇÃO À MORDOMIA DO EXERCÍCIO DOS DONS.

2.1 Exercitá-lo com moderação e humildade.

O autor traz o entendimento à luz da palavra grega encontrada nos textos originais cuja riqueza de sentido ou significado que é amplo sendo o principal; Charisma ou ainda carisma como forma aportuguesada, igual à dádiva de caráter imaterial concedido pela graça e por graça. Tudo o que recebemos de Deus e até a capacitação para o serviço, à semelhança de Bezalel em Ex. 31:1-5.

A proposta do autor é que os dons sejam exercitados à mordomia, ou seja, a serviço dos crentes, com moderação e essa moderação pode ser entendida como forma de; não abusiva tampouco para proveito em ganhos financeiros e popularidade.

Quem usa os dons como forma de ser reconhecido não passa de um usurpador da graça do Senhor.

2.2 Exercitá-lo respeitando a sua diversidade.

O que pode ser entendido como “diversidade” neste contexto?

Aparentemente o autor não trata apenas da diversidade dos dons, há uma grande variedade, mas com relação a individualidade no uso em prejuízo do individualismo.

INDIVIDUALIDADE – Deus usa quem ele queira usar, notadamente quem está com o coração amorosamente aberto, disponível.

INDIVIDUALISMO – É o sentimento inapropriado de alguns que se acham prediletos, escolhidos de Deus para uma ou outra operação.

Ser um instrumento nas mãos de Deus já é muito para quem nasceu sob o pecado. 


2.3 Exercitá-lo com esmero e regularidade.

Nunca entendi essa linha criada para separar leigos e clérigos.

Quem é leigo na casa do Senhor senão aquele que ignora os ensinos bíblicos? Quem tem a mente de Cristo não pode ser declarado leigo.  ICo 2:16 e IJo.2:27.

A regularidade deve ser compreendida como alguém que tendo recebido algum dom pela graça do Senhor, seja sempre ativo, não podendo ser compreendida como se o qualquer dos dons estivesse 100% sob o nosso governo.
                     
III –  EM RELAÇÃO Á MORDOMIA DA PRÁTICA DAS VIRTUDES CRISTÃS.

3.1 Exercitar o amor.

Sobre o exercício do amor e o sentido bíblico para ele, está muito claro no texto e de fácil compreensão.

No grego, o amor está bem direcionado às circunstâncias tais como: Philias ou filéu, que trata do amor filial, em família, desapaixonado. Eros, para o amor carnal e Ágape para o amor entre pessoas e grupos sem conotação com eros.

Em nosso idioma o “amor” funciona para o que é e o que não é.


3.2 Exercitar o serviço cristão.

O texto da lição neste ponto é ótimo, de fácil compreensão e merece ser lido por qualquer dos alunos na classe de forma que todos possam acompanhar a leitura.

O serviço cristão na maioria das igrejas deixa de ser bem compreendido e por conta disso, muitos destroem os sonhos de poucos que tem vontade de servir, mas logo é chamado de “puxa saco” e execrado. Essa é uma das razões para a existência de muitos desigrejados.

Infelizmente um número significativo de pessoas tornaram-se meros frequentadores de igreja. Quando dizem: “Não temos tempo...”, declaram conhecer a igreja como um fim em si mesmo. Perderam a noção que o serviço cristão começa dentro da igreja pelo contato humano e  resulta em ações consoladoras fora dela.


3.3 Exercitar a resistência ao mal.

A resistência ao mal deve significar a rejeição pessoal de tudo o que fere a nossa relação com Deus, que toma toda a nossa atenção mesmo que não fira qualquer código de ética ou cause prejuízo social.

Outro enfoque para “resistência ao mal” é rejeitar os falsos ensinadores que pela televisão, jornal ou qualquer outro meio de divulgação visam dominar pessoas para proveito próprio, para enriquecimento ilícito ou simplesmente pela ignorância, plantar heresias que causam grandes estragos na seara do Mestre.


 A NOVA VIDA EM CRISTO tem como ponto de partida, o novo nascimento que se processa pela ação do Espírito Santo mediante a entrega do coração em propósito de crer na palavra salvadora e no serviço cristão. João 3.

terça-feira, 17 de maio de 2016

ISRAEL NO PLANO DA REDENÇÃO, EBD LÇ.8 22/05/2016 (Subsídio).

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO 8 PARA O DIA 22/05/2016.
“ISRAEL NO PLANO DA REDENÇAO”.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A ELEIÇÃO DE ISRAEL.
II – O TROPEÇO DE ISRAEL.
III – A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL.

Quem poderia escrever uma carta aos Hebreus senão um hebreu cheio do conhecimento e do amor? (Rm.9:3-4, Gl.1:14). 




I – A ELEIÇÃO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA REDENÇÃO.

1.1       O anseio de Paulo e a incredulidade de Israel.

Eu penso que ninguém foi tão claro ao descrever o  Messias como descreveu  o profeta Isaias no capítulo 53 do seu livro? Esse texto não seria o suficiente para despertar a curiosidade do povo judeu para compreender que a sua restauração passa por  Cristo como nação e em Cristo como homens em particular?  Qual a razão do endurecimento? A resposta está na história desse povo, contada pelos profetas, de Davi a Cristo.

Rm. 11:30-31 O entendimento do apóstolo é que fomos alcançados pela desobediência deles e assim, espera-se que eles sejam alcançados pela misericórdia demonstrada a nós.

Estamos no caminho certo quando declaramos o nosso amor a Israel e oramos por ele.


1.2 Os eleitos e as promessas de Deus.

Este tópico exigirá do professor, que seja lido mais de uma vez, com bastante calma e considerando os textos citados.

Não se pode esquecer  que mesmo nesta dispensação, Israel é lembrado como a nação de Deus e assim, será restaurado, portanto, quando Paulo fala da eleição de Israel, fala da promessa da sua restauração sem deixar de lado a salvação que veio para nós e para os judeus em particular.

Nessa eterna discussão teológica sobre determinismo e livre-escolha é possível considerar que o determinismo está para a nação de Israel assim como a livre-escolha está para o judeu em particular? Penso que sim.

1.3 Eleição, justiça e soberania de Deus.

A insistência de Deus com Jeremias e Ezequiel  (Jr.2:1-3 e Ez.3:4-5) para que fosse e pregasse a um povo de coração endurecido seguidos de quase 400 anos de silêncio entre o último profeta e a graça, mostra que Deus enviando o seu filho, (Jo.1:11)  tinha em seu plano trazer Israel ao pleno conhecimento o que não se deu ainda, mas se dará na hora certa.

As razões que levaram Israel ao endurecimento foram a causa de endurecimento do povo gentio. Jr. 2:11-14, 17:23 e  Rm 1:18-23.

Israel não deixou de ser nação eleita de Deus por conta das suas injustiças e o endurecimento vindo sobre o seu povo, mostra a soberania de Deus sobre todos indistintamente e serviu para nos colocar em peso igual com eles em Cristo. Hb.11:40.

A soberania de Deus se revela na expressão da sua vontade bem como do plano estabelecido antes da fundação do mundo. Ef. 1:4.  Fazendo minha a expressão usada por ex ministro de governo: “é imexível”.


II –  O TROPEÇO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA REDENÇÃO.

2.1 Tropeçaram em Cristo.

Como está escrito, cita o apóstolo em Rm 9:33 “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço...”.  Is. 28:16.

A lei serviu de tropeço para o povo gentio assim como Cristo serviu de tropeço para o povo de Israel, mas não por sua vontade, que fique bem claro.

2.2 Tropeçaram na Lei.

Eles tropeçaram na Lei e queriam fazer com que outros também tropeçassem, sendo essa questão, o maior embate dos apóstolos para livrar os crentes dessa prisão, o que deu conteúdo para o texto da carta de Paulo aos Romanos. Gl. 5:4.


2.3 Tropeçaram na palavra.

O verbo se fez carne e habitou entre nós. Jesus usou a sua palavra para por todos os meios convencer Israel do seu pecado, mas eles recusaram o amor da verdade para se salvarem.

O capítulo oito do evangelho de João registra o  discurso de Jesus falando da sua missão e a tentativa de quebrantar o coração do povo a começar dos religiosos. Foi em vão.

Jesus chorou sobre Jerusalém Lc 19:41-42. “Se tu conhecesses ao menos neste teu dia o que à tua paz pertence! Mas isto está encoberto aos teus olhos”.

                     
III –  A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA SALVAÇÃO.

3.1 Israel e o remanescente.
Já citei em outras ocasiões que dói na alma ver Jerusalém, a cidade do Grande Rei, ser palco de movimentos coloridos, da diversidade sexual, dos folguedos, sem qualquer lembrança dos pés que pisaram essas terras, mas Deus tem suas reservas, Rm. 11:4.

O apóstolo faz referência a um “resto” segundo a eleição da graça e certamente, há outro resto que resistirá bravamente ao ataque do Anticristo e a grande tribulação.


3.2 Israel e o enxerto gentílico.

Na questão do “enxerto” nossa entrada a esta graça e mais ainda, a de nos tornarmos os verdadeiros israelitas. Rm. 2:28-29.

Não devemos nos orgulhar dessa condição alcançada pela graça, pois os ramos naturais não foram poupados e muito menos nós se tropeçarmos.

Não faltam tropeços para que o crente erre o alvo, Satanás tem investido tudo no mundo do prazer, do entretenimento e muitos escorregam por esse caminho e fora isso, há um verdadeiro tsunami de falsas religiões e heresias.


3.3 Israel e a restauração futura.

 Não devemos nos assustar com os fatos que envolvem a igreja do Senhor, a corrupção de muitos, a busca do prazer ou da satisfação pessoal. Tudo acontecerá dentro da ordem estabelecida por Deus por sua presciência até que o nosso tempo, tempo dos gentios seja completado e o Senhor voltará a sua mão para o povo de Israel, para a nação. Rm. 11.

domingo, 8 de maio de 2016

A VIDA SEGUNDO O ESPÍRITO, Lç.7 para EBDs 15/03/16 (subsídio).

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO 7 PARA O DIA 15/05/2016.
“A VIDA SEGUNDO O ESPÍRITO”.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À LEI DO PECADO.
II – A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À NAT. ADÂMICA.
III – A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE ENTRE A NOVA ORDEM E A ANTIGA.
                  

ALCANÇAMOS A LIBERDADE DE FILHOS DE DEUS PELA MORTE DE CRISTO NA CRUZ.


I – A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO Á LEI DO PECADO.

1.1       A enfermidade da lei.

“... O que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne...”. Tratando-se de uma figura de linguagem o que Paulo queria dizer com, “lei enferma”?

1 - A lei pode ser um código de normas, escrito e assim era a Lei Mosaica.
2- A lei pode ser um código moral, que deve estar  no coração de cada homem formado a partir do comportamento de um grupo social.

Podemos afirmar que ambos os códigos estão enfermos quando deixa de cumprir seus objetivos.

No caso da Lei Mosaica, Paulo descobriu em si, uma lei maior que tornava ineficaz o mandamento e qualquer código moral, a que chamou de “a lei do pecado e da morte”, como uma força interior capaz de  levar o homem a praticar o que contrariava a lei escrita em tábuas, enfermando-a pela incapacidade.

1.2 A cura da cruz.

A morte de Cristo na cruz nos trouxe a liberdade. Com ela, a paz, mas mesmo com a ajuda do Espírito Santo, ainda nos inquietamos para não transgredir, pois, mesmo estando libertos da lei do pecado e da morte, ainda vivemos no corpo do pecado. E aí, conhecemos outra lei, a lei do entendimento, a que nos impõem limites dentro de um código de ética baseado nos ensinos apostólicos. Rm.7:25.

1.3 A lei do pecado é revogada.

Surge outra lei, a lei do Espírito da vida que já não é um código de regras ou de ética, mas uma lei que atua no entendimento levando-o cativo a Cristo unicamente pelo amor,  (IICo 10:5) colocando-nos acima de quaisquer regras.

II –  A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À NATUREZA ADÂMICA.

2.1 A velha inclinação.

O autor traz para conhecimento de alguns e lembrança de outros que a velha natureza trava guerra diária para tentar restabelecer a posição perdida e a epístola aos Gálatas por motivos peculiares àquela igreja é a nossa referência para explicar que não alcançamos ainda a perfeição desejada e que enquanto vivermos, a guerra continuará travada exigindo cuidados que nada tem a ver com eleição e sim, com a graça e a nossa submissão à vontade do Senhor em todo o tempo. Gl.5:16.

Ninguém se fie que “eleitos” não podem cair. Caso isso fosse verdade, a advertência de Paulo na carta aos Hebreus deixaria de ter sentido para nós. Hb. 3:12-14.


2.2 A nova inclinação.

Aqui o autor reforça o que falamos no ponto anterior com relação a uma possível queda dos escolhidos ou eleitos.

1 – A inclinação do Espírito produz vida e é onde devemos nos manter para um bom termo.
2- O crente precisa andar na esfera do Espírito para que não ceda aos desejos da carne.
3- Andar na esfera do Espírito dispensa a observação de quaisquer leis e ainda alguma regra estabelecida pelas igrejas locais que são normais em qualquer instituição.

2.3 A nova filiação.

Para mim, Romanos 8:14 é o segredo da vida vitoriosa em Cristo e tudo começa com outro segredo, o novo nascimento registrado em João 3.

É lamentável que esse pseudo evangelho anunciado aos quatro cantos e que valoriza a prosperidade, despreze estes importantes ensinamentos.

                     
III –  A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO ENTRE A NOVA ORDEM E A ANTIGA.

3.1 A manifestação dos filhos de Deus.

Recomendo a leitura em classe deste tópico, feita com calma e de forma educanda.

Quero extrair dele, alguns pontos importantes:

1 – Nada e absolutamente nada nesse mundo se compara com a glória futura.
2 – Um parto que parece demorar e vivemos gemendo por conta dele, o resgate dos nossos corpos para alcançarmos a total semelhança do Filho de Deus. ICo 15:53-54.
3 – Perceba-se que a riqueza do conhecimento bíblico não pode ser desprezado nem trocado por “gritinhos histéricos” em nossos púlpitos que terminam sempre com os velhos chavões: Abraça teu irmão do lado, cutuca ele entre outros.

HÁ MUITO PARA ENSINAR.

O Espírito Santo geme por nós Rm 8:26-27 e isto nos mostra que a luta é grande e está diante de nós.

3.2 Provas do grande amor de Deus.

O amor de Deus nos outorgou imensos e vários privilégios, alguns nesta vida e outros na eternidade.

NESTA VIDA.
Pecadores perdoados.
Nascidos de novo.
Portadores da graça e das virtudes do Espírito de Deus.
Filhos de Deus apesar do mundo religioso achar  que todos são filhos de Deus o que não é verdade, exceto apenas, pela ordem da criação.


3.3 Deus é conosco.

Romanos 8:31 – Se Deus é por nós, quem será contra nós?


Isto não significa que no campo da peleja espiritual não soframos qualquer dano material. Isto é possível sim, todavia somos mais do que vitoriosos por Ele que nos fortalece.

terça-feira, 3 de maio de 2016

A LEI, A CARNE E O ESPÍRITO, EBD LÇ 8 PARA 08/05/16 (subsídio)

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO 6  PARA O DIA 08/05/2016.
“A LEI, A GRAÇA E O ESPÍRITO”
PONTOS A ESTUDAR:
I – A LEI ILUSTRADA NA ANALOGIA DO CASAMENTO.
II – ADÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA DA SOLIDARIEDADE DA RAÇA.
III – O CRISTÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA ENTRE CARNE E ESPÍRITO.

Cristo, na sua morte nos tirou de sob o peso da lei e sem Cristo, o tribunal de Deus será inclemente quando julgar os homens por suas más obras.



I – A LEI, ILUSTRADA NA ANALOGIA DO CASAMENTO.

1.1       A metáfora do casamento.

O autor faz referência a metáfora do casamento que mostra o cessar das obrigações legais mediante a morte de qualquer dos  cônjuges.

Por analogia se estávamos compromissados com Deus pela lei, este compromisso, sob o aspecto legal deixa de ter domínio sobre nós, pois, morremos em Cristo e com Cristo na sua morte para ressurgir como nova criatura, agora, compromissados novamente com Deus, não mais pela força da lei, mas pela dispensação da graça.

Cl. 2:20 é o texto mais apropriado para explicar a exclusão do vínculo legal.


1.2       A metáfora da mulher viúva.

A metáfora da mulher viúva é segundo o autor, a conclusão da defesa de Paulo para o evangelho sem a lei. Somos todos “viúvas” em relação a lei e a viúva que busca cumprir o sábado a pretexto de ser uma exigência que perdura até os nossos dias, tornou-se infiel a Cristo e  recomendo a leitura de Jo.5:17, 2Ts. 3:8.  Lc.13:14, 14:3.

1.3 Mortos para a lei.

O verso 1:6 do texto de leitura em classe: “...agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos presos...” é esclarecedor em si mesmo.  Novamente apelamos para o conhecimento da nossa relação com e em Cristo. Morremos para o mundo de pecado, para a velha natureza e para a lei que não podia  salvar, assim como os sacrifícios por ela instituídos.


II –  ADÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA DA SOLIDARIEDADE DA RAÇA.

2.1 De volta ao paraíso.

A maioria dos alunos das EBDs nunca frequentaram escola teológica,  esta lição corre o Brasil de norte a sul, consequentemente, certos conceitos teológicos  ficam estranhos ao entendimento da maioria do nosso povo.

A solidariedade é o princípio pelo qual todos respondem como uma só pessoa por todos os atos praticados por qualquer deles e no caso em questão, o cabeça da raça humana, Adão, pecou e nós pecamos por solidariedade a ele. O Salmo 51:4  é o texto que mostra essa solidariedade.

A raça humana ficou vinculada a Adão pela natureza da criação assim, todos pecaram em Adão.

O título deste ponto: “De volta ao paraíso” deve ter sido usado pelo autor para mostrar que revendo a história de frente para trás, chegamos no paraíso, chegamos em Adão.


2.2 Lembranças do Sinai.

Todos tem liberdade de estabelecer conceitos, principalmente os rabinos judeus, todavia associar o Eden ao Sinai, por lembranças ou qualquer similaridade, tem um distância abissal.  A Lei foi um instrumento muito específico concedido por Deus para regular ou regulamentar a vida do seu povo como,  estabelecer regras, limites e no caso do Eden, a lei moral devia estar no coração de Adão e suas regras eram poucas; “De toda árvore do jardim comerás livremente,  mas da árvore da ciência do bem e do mal, não comerás...”. Gn. 2:17.


2.3 A lei dada a Adão.

Não se pode negar que o texto da carta aos Romanos 7:10-14 é bastante complexo,
Todavia  consideremos que Paulo não nega a origem adâmica, apenas quer mostrar aos seus compatriotas que a lei que era justa e boa, tornou-se um instrumento para a morte por dar conhecimento do pecado e a sentença não deveria ser considerada boa.

Possivelmente quando Paulo aborda a questão da lei quer mostrar que a graça de Cristo chegou bem a tempo para livra-lo daquilo que serviu para a morte.

Novamente desperto a lembrança que a lei dada no Sinai, não retroagiu para condenar Adão, mas a desobediência por  apenas um código ou ordem.

                     
III –  O CRISTÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA ENTRE CARNE E ESPÍRITO.

3.1 A santidade da lei.

A lei não faz o bandido, não viola os direitos de outrem e não contribui para a anarquia incluindo-se aqui, um dos crimes mais hediondos do nosso tempo que é a corrupção.

Não há pastor ignorante que não saiba que dinheiro dado por político para as igrejas, a qualquer pretexto, não é dinheiro do seu salário, portanto, é dinheiro de corrupção.

Resumindo; o autor esclarece a santidade da lei e que o apóstolo Paulo não a desqualificava como nós também não a desqualificamos; apenas colocamos as coisas no seu devido lugar. A graça dispensa o monitoramento legal.


3.2 A malignidade da carne.

O texto de Rm 7:22-25  traz novamente a manifesta inquietação do apóstolo ao avaliar sua condição humana ao olhar-se nos espelhos da lei e da graça.

Chega a irritar quando lemos nas redes sociais e por conta delas, passamos a conhecer melhor os crentes de modo geral, como as pessoas aplicam o termo “pecado” para tudo o que fazem e que deixa a sensação de agravo ao Espírito da graça.

Pecado é pecado na essência e tudo quanto o homem faz de prejudicial na sua relação com Deus ou os homens, não pode ser simploriamente tratado como pecado, mas como o efeito dele, dentro do homem.

Fomos libertos, mas o pecado está sempre diante de nós e como em nós não habita bem algum, carece de vigilância dobrada.

Se o homem não peca por adultério e se orgulha disso, pode estar pecando por achar que não peca e por omissão que é onde nós os crentes mais erramos.

Rm. 7:18 – “(...) em mim, não habita bem algum...”.

3.3 A velha natureza.

Este último ponto é muito curto e o autor mostra como a velha natureza estabelece guerra constante na nossa vida.

Rm 7:18 – “ (...) mas não consigo realizar o bem, porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero.”.

Alguém pode achar que Paulo era um homem espiritualmente híbrido por conta disso?
Carregava uma dupla personalidade?

Todos sabemos que não e oxalá, os púlpitos fossem tão sinceros quanto Paulo foi em todo o seu ministério.


Paulo, exemplo de verdadeiro apóstolo, o 13º de Cristo, como um abortivo, como um nascido fora de tempo ICo. 15:8.