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sábado, 19 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E SEXUALIDADE EBD Lç. 8 21/05/2018


EBD LÇ. 08 21/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E SEXUALIDADE.


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Por conta de cirurgia de catarata a que fui submetido nem poderia estar diante da tela, mas vou alinhavar alguns pontos que possivelmente não os professores das EBDs, mas certamente será útil para outros interessados na leitura, por conta do tempo.

PONTOS:
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BIBLICAS.
II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS.
III –  O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO.
Ouvi o vídeo de um pregador conferencistas, em que o mesmo dizia não se aprofundar no assunto, o que faz nos encontros de casais e as vezes da vontade de perguntar se no encontro de casais, fala-se alguma obscenidade ou práticas ilícitas que não podem ser ditas em públicos. Para mim, é valorizar o produto que vende.

   
Sexo e sexualidade pela primeira vez, o assunto é avaliado em nossa revista de EBD.
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BIBLICAS.

1.1   Conceito de sexo e sexualidade.


Causa-me espécie que diante de tantas informações, pois o que mais se fala nas mídias é o assunto, sexo; parece nã haver mais nada de importante  e nessa linha,  os sexólogos encontraram nisso um filão de ouro e não somente eles, mas os pregadores de encontros com casais, devem estar muito bem satisfeitos com a curiosidade que acaba rendendo gordos dividendos.

No tocante ao conceito,  detive-me na frase citada pelo filósofo francês Foucault (1926-1984)  tomada pelo autor da lição: “(...) a postura cristã é repressiva e envolve proibições, censuras e negações discursivas”.

Essas referidas “negações discursivas” notadamente avança para o terreno daquilo que a Bíblia condena e que será abordada na lição.

O que permeia a sociedade é a falta de respeito com quem pensa diferente.

Vejam por exemplo os tipos de perguntas que “rolam” no programa de TV Altas Horas e respondidas por uma psicóloga.

Para mim, sexo é tudo o que diga respeito ao ato como aos gêneros masculino e feminino com suas diferenças físicas e biológicas.

Sexualidade; o que liga à fonte do prazer com a libido de cada um e que sofre influência do meio, das divulgações e cada um toma o seu remédio, seja pornografia ou erotismo e isto falo concernente a sociedade permissiva e nunca aos cristãos comprometidos com o evangelho na esperança dos filhos de Deus.


1.2   O sexo foi criado por Deus.

Disso ninguém tem dúvidas. Deus nos fez seres sexuados não com  tanta realidade de vida que o ser humano tenha essa questão como o primeiro, grande e único problema da existência e das relações humanas.

Vejam que interessante abordagem do autor concernente a Cantares de Salomão  e transcrevo:
No judaísmo a alusão do amor entre Deus e Israel.
Para os cristãos ou sua tradição(?), o amor entre Cristo e a sua igreja.
Quanto ao gênero literário e seus interpretes, um poema de amor.

Era muito jovem e me lembro de um saudoso tio (há´50 anos no RJ.) dizia-me que Salomão quando escreveu Cantares, estava desviado. A linguagem é forte, não há dúvidas, mas como linguagem de literatura bíblica, é preservada da malícia encontrada em muitos romances modernos e não podemos vê-lo de outra forma caso contrário os desviados seremos nós.



II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS.

2.1 Multiplicação da espécie humana.

Não penso que haja necessidade de descer a detalhes sobre esse tópico considerando que todos conhecem as funções do aparelho reprodutor feminino onde se encontram os óvulos que mensalmente desce pelas trompas até o útero aguardando a fecundação para dar origem a um novo ser.

Sabemos também do conceito bíblico de bênção para cada ente nascido.

A maior guerra nessa área, está na interrupção da gravidez, já estudado em lição anterior.

Não são poucos os que consideram uma gravidez, um peso para a família considerando a explosão demográfica, a escassez de alimentos e a preocupação de muitas mulheres com sua silhueta. Filhos são bênçãos de Deus, que digam os idosos bem amparados.

2.2 Satisfação do prazer conjugal.

A guerra de informação na questão da sexualidade  tem transformado o sexo prazeroso em verdadeira arma de guerra  entre os casais que dele se utilizam para comparações entre uns e outros seja pela performance ou pela discussão do tamanho do órgão genital. O canal do Youtube deve ganhar muito dinheiro com esse tema.

A bem da verdade ouço com muito desprezo quando dizem que preservamos a cultura judaico-cristã. O que aprendemos com relação à vida, aprendemos de Cristo e dos seus apóstolos.   

Tudo isso não é para dizer que o sexo não esteja carregado de  prazer conjugal e a própria palavra de Deus, se ocupa disso quando Paulo prescreve:

“O marido pague à mulher a devida benevolência e a mulher ao marido” (Ico.7:3).

2.3 O correto uso do corpo.

(Mt.19:6) “Assim não são mais dois, mas uma só carne...”.

Creio que com essa expressão Jesus valoriza em muito a vida conjugal e a define como pelo sexo ambos se tornam um; vejam o que disse o Apóstolo Paulo a respeito:


(ICo. 6:15-17) “Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz?  Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”.

Creio que o texto acima, clareia muita coisa em relação ao sexo e aos casais.

Para finalizar este tópico, repito as palavras do autor da lição:

“A bíblia proíbe o uso do corpo para prática de sexo ilícito, como relações incestuosas, coito com animal (zoofilia), práticas homossexuais,  adultérios, promiscuidades, e o servir a promiscuidade”.

Se você conhece um pouco de biologia, ciência que estuda os seres vivos, sabe que tanto os animais como os seres humanos, possuem cada um, apenas um órgão copulador.  Nada de estranho e nada de errado nisso.


III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO.

O autor da lição oferece um rico comentário sobre  ilicitudes e vamos pegar algumas:

1 – O casamento não é autorização para prática de atos pervertidos.
2 – Não a devassidão ou escravidão sexual de um cônjuge sobre o outro.
3 – Ainda que o casamento seja inibidor de práticas sexualmente ilícitas, percebe-se na cultura pós-moderna o enfraquecimento da sua eficácia.

Ainda relata que gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis ou medo da reputação manchada foram superados; pelo uso da pílula e  em casos extremos, o aborto, preservativos e o desembaraço para tratar e explicar os fiascos, diante da família, da sociedade e até da igreja.


3.1 Prevenção contra a fornicação.

Considerado o ato sexual entre solteiros citando Paulo que indica o casamento para evitar essas ocorrências, (ICo 7:2); que se casem.

Toda prática fora do casamento se constitui em relação sexual ilícita.

É bom lembrar que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e creio que isso basta. Se alguém destruir o o templo de Deus, Deus o destruirá, (ICo 3:16-17).

3.2 O casamento e o leito sem mácula.

O autor trata com seriedade e segurança este tópico que não dá para maquiar os atos impensáveis para acomodar a consciência.

Quem desonra o leito matrimonial não escapará do juízo divino.
“Seja venerado entre vós o matrimônio e o leito sem mácula. (Hb.13:4).

Cita o autor que a desonra refere-se tanto a práticas sexuais ilícitas quando ao adultério.

Inclui também, diz o autor, as relações conjugais resultantes de divórcios e de segundo casamento antibíblicos. (Mt.l19:9) e neste caso, veja que não foi qualquer dos apóstolos a dizer isto, mas o próprio Senhor Jesus.


Deixei por último mais alguns comentários encontrados na lição e passo a descrever:

O sexo pré-matrimonial que na maioria dos casos, se tornou comum sendo ilícito e o problema da incontinência sexual.

As bestialidades cometidas perderam qualquer senso de respeito ao próprio corpo.

Espalharam-se as casas de suingue, os motéis não sentem o efeito da crise econômica,  as lojas de produtos eróticos tornaram-se um comércio lucrativo e inovador das bestialidades que dispensam comentários neste espaço por ser de conhecimento público através de feiras e publicidades fechadas na internet.  

Há tratamento para descompulsão dos vícios da sexualidade desenfreada e quando os casais procuram descobrir outros meios de “apimentar” a relação, descobrem que embarcaram numa canoa furada; mais tardem vem o arrependimento, pois o que prevalece de bom no casamento é o respeito e amor devidos entre os cônjuges.

Neste último mês de abril, pela graça de Deus, completamos  48 anos de casados com uma família maravilhosa e sei bem o que digo; sei o que significa tudo isso  é melhor viver em paz.  

Deus guarde as famílias.



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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

sábado, 12 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS - EBD LÇ. 07 15/05/2018

EBD LÇ. 07 15/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL.
II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA.
III –  DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR.

                  Ninguém vai ressuscitar faltando o órgão doado (ICo.5:43).


   
I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – CONCEITO GERAL.

1.1 Definição de transplante.

Para quem usa a lição sob qualquer condição, o texto está muito claro para quem leciona dispensando comentários, todavia comento por conta de quem não frequenta ou  usa nossa lição.

Forma de salvar vidas através do transplante ou troca de órgãos doentes como coração, fígado, pâncreas, rins, pulmões tecidos e outros. Há notação no documento de identidade de pessoas que se dispõe a doar seus órgãos em casos de morte por acidentes, principalmente.

A doação é legitimada pelo bom senso e não se caracteriza por afrontas a Deus.

Condenou-se o transplante de células-tronco embrionárias pela possibilidade de se interromper a vida pelo aborto. A medicina faz o transplante de célula-tronco adulta de forma consciente e autorizada pelo doador sem prejuízos à saúde do mesmo.


1.2 O conceito de doação na Bíblia.

É normal que os cristãos diante de questões complexas como a doação de órgãos, logo queira encontrar na bíblia, um texto que ampare decisões a respeito e quando não encontra, elabora pensamentos construindo as próprias razões de como vê e interpreta.

 Do ponto de vista moral, nenhum personagem da bíblia e falemos somente dos apóstolos, poderiam supor que este tempo chegaria não fosse pela revelação de Deus que tem todas essas questões diante de si, mas tal revelação não aconteceu.

O autor da lição toma textos bíblicos que tratam de pessoas que se doaram em benefício de outras, todavia essas doações apontavam para bens materiais, assim veja que doar um órgão do corpo humano é algo mais sério.

Tenho um sobrinho que recebeu córnea e mantém contato com a família do doador. Não se pode esquecer a gratidão.

1.3 A doação de si mesmo: Pertencemos a Deus.

Neste tópico, o autor da lição nos leva a refletir que sendo propriedade de Deus, devemos a ele nos doar integralmente e cita o Salmo 116:12, Lc 9:23 entre outros que trata da renúncia.

Os textos apresentam pela responsabilidade cristã o dever de reconhecer que somos do Senhor e por conta disso, fazemos a doação de cada parte do nosso corpo para Deus.

Espírito, alma e corpo  (ITs.5:23).



II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA.

2.1 O exemplo dos gálatas.

“(Gl. 4:14-15) E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo; qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis.”.

O texto acima citado pelo autor, não parece sugerir a doação de órgãos, salvo o reconhecimento do grande amor e carinho que tinham por ele, na presumida enfermidade nos olhos que era para Paulo, um espinho na carne(?). Essa doença devia colocar o apóstolo sob frequente constrangimento.
  
Se não sugere pelo menos, mostra como o cristão está  sempre pronto a  doar. 
  
Deus seja louvado.

2.3 A doação suprema de Cristo.

O autor aponta para Cristo que pela morte vicária, demonstrou  o maior e incontestável amor em doar-se pelos homens.

O leitor pode achar que o autor usa textos que não exprimem o gesto de “doar” e, portanto, não há base bíblica para a doação de órgãos. Sem pressa, vamos compreender que mais do que qualquer outro povo, somos impelidos a doar em favor das vidas.  

Crente que pouco dá, pouco recebe.


III – DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR.


3.1 O princípio da empatia e da solidariedade.

(Mt. 7:12) Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

O texto acima é muito esquecido na vida diária de muitos cristãos.

O autor explica que empatia pode ser definida como a capacidade de sentir o que a outra pessoa sente e solidariedade implica em apoiar e ajudar o próximo.

Ajudar e apoiar visando apenas fortalecer os laços de amizade ou alguma forma de retribuição não tem amparo bíblico.


3.2 O principio do verdadeiro amor.

Declara o autor mais diretamente que doar órgãos para salvar outras vidas é um sublime ato de amor.

O primeiro transplante de coração no Brasil se deu com um irmão que congregava em nosso setor e visitava as nossas igrejas, contando o que isto representava para ele.

Não temos no  Brasil uma cultura firmada em doar órgãos e nem atribuímos essa falta a questão religiosa ou de entendimento bíblico doutrinário, mas acredito que em parte, a falta de informação a respeito quer seja na igreja ou fora dela.

Os casos de questão religiosa mais conhecidos está no entendimento das Testemunhas de Jeová que proíbem a simples transfusão de sangue por erro de interpretação de textos bíblicos a exemplo de Levíticos 17:14:

Porquanto a vida de toda a carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.”.

E NA RESSURREIÇÃO COMO APARECERÃO OS QUE DOARAM ÓRGÃOS?

O capítulo 15 da carta de Paulo aos Coríntios trata da ressurreição e alguns pontos sobre doação carecem de esclarecimentos:

1 – Quando Jesus vier, não vai ressuscitar o doador e simultaneamente, tomar do receptor, o órgão doado.

2 – Na ressurreição, o Senhor não vai ressuscitar o doador que aparecerá sem o órgão doado, como exemplo, sem os olhos.

Semeia-se em ignominia, ressuscita-se em glória, semeia-se em fraqueza e ressuscitará com vigor. (ICo.15:43).


  
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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O SUICÍDIO E A SALVAÇÃO - Supl.subsidiário à "Ética e Suicidio".Lç.6


O SUICÍDIO E A SALVAÇÃO.
Pensamento suplementar à lição 6 EBD das AD 06/05/2018 "Ética Cristã e Suicídio".

O presente texto visa de certa forma suplementar a lição n° 6 “Ética e Suicídio”  diante de tantas especulações e perguntas sem respostas para caso.

1 – A SALVAÇÃO.          
         
A salvação deve ser compreendida à luz da Bíblia e nunca da razão, pois a razão humana trai a eficácia da morte de Cristo e a sua graça comprada por um preço tão alto em favor da humanidade.
Cristo se colocou entre Deus e os homens como mediador de uma nova aliança (ITm, 2:5 e Hb.12:24).

O novo nascimento que decorre da fé no nome de Jesus e a palavra falada pelos apóstolos (Jo.37 e At. 10:43) é a base do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O único esforço do homem é ouvir, aceitar e confessar. A vida cristã cresce na medida do conhecimento de Deus e das obras praticadas conforme a sua palavra  (Co.3:13 e Mt 3:8).

A salvação de uma vida não pode ser discutida e  julgada em uma mesa de debates, pois  somente Deus conhece o ser humano  (Sl.139:16), todavia os intrigados caminhos da salvação, sim, podemos discutir e buscar conhecer cada vez melhor.

2 – AS LUTAS INTERIORES.

Há muitas pessoas que afirmam que o crente salvo não pode ser acometido por  determinadas doenças e no passado, algumas como o câncer era logo descartada e dizia-se ser uma doença maligna, posta pelo inimigo e que pessoas vitimadas, tinham que buscar o arrependimento pela confissão de algum pecado.

Hoje, conhecendo a qualidade vida, o uso de pesticidas e medicamentos aplicados nos animais, sabendo o quanto estamos fragilizados no corpo.

Doenças mentais e psicopatologias nem pensar, mas sabemos de casos como síndrome pós parto como exemplo e outras patologias clínicas a que estamos sujeitos, crentes ou não.

2 – AS PRINCIPAIS PATOLOGIAS.

A doença psíquica  desestrutura o seu portador e temos como exemplo, a forte incidência em policiais de batalhões ostensivos que agem contra a criminalidade e que em confrontações, matam ou morrem.

Há situações que provocam uma verdadeira síndrome de pânico entre outros pavores.
Quando escrevo, abro pesquisa e leio:  Corporações do DF afastam 895 policiais por transtornos psicológicos.”.  Os casos são apurado e julgados pela corporação. Fonte: G1. E há inúmeras informações a respeito do assunto para quem se interessar.

Informa-se que quase 100% dos suicidas tinham transtornos mentais não diagnosticados.

DEPRESSÃO – Já lidei com pessoas próximas depressivas e sei bem o que significa. Um pai me disse: “Fiquei quatro anos sem falar sobre o assunto e agora já começo a falar; meu filho pulou da janela do nosso apartamento, 25º andar para a morte.  Se eu soubesse que depressão não era frescura eu o teria ajudado”.

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR – Caracteriza-se pela rápida mudança de humor com picos depressivos.

Em seguida, transtornos causados por vícios diversos como a dependência química e  alcoólica.

3 - SALVOS  E NÃO SALVOS.

Quem recusa o amor da verdade para se salvar, viverá e morrerá na sua incredulidade e isso nada tem a ver com religião,  mas com a revelação do Evangelho de Cristo.

O Evangelho é pregado à toda criatura; disse o Senhor: “Quem crer e for batizado será salvo e quem não crer, será condenado.”. (Mc.16:16).

4 – NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA.  

 O homem ou a mulher vítima de forte pressão emocional, não responde pelos seus atos diante dos tribunais humanos e certamente Deus que aplica a reta justiça, não julgará segundo os nossos pensamentos.

A Bíblia não se posiciona de forma direta sobre o assunto, mas o próprio Senhor estabeleceu as cidades de refugio para salvaguardar os agentes praticantes de crimes não propositais, ou seja;  homicídio sem dolo, quando não há intenção de matar o que vale também para o suicídio.

Não é pretensão da minha parte, ser contencioso com quem queira, afinal de contas todos tem a liberdade de se posicionar desta ou daquela forma.

5 – NOS FUNERAIS.

É o momento que exige muita habilidade do celebrante em não aprofundar as dores dos familiares, pois no momento, o alvo é a família e não a vítima.

Paz a todos.
Genivaldo Tavares de Melo.
São Paulo,  maio de 2018. 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E SUICÍDIO - EBD LÇ. 06 06/05/2018.


EBD LÇ. 06 06/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E SUICÍDIO".


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – O SUICIDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO.
II – OS TIPOS DE SUICÍDIO.
III –  O POSICIONAMENTO CRISTÃO PARA O SUICÍDIO.


Nunca ponhas o teu pescoço nesse laço. A tua vida pertence a Deus e ele perfeitamente desembaraça os teus caminhos. 


  I – O SUICIDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO.


1.1 No Antigo Testamento.

O autor cita casos conhecidos na bíblia como o de Saul e seu criado que no auge da peleja contra os filisteus e percebendo que acabaria por morrer nas mãos do inimigo, antecipou a sua morte e foi seguido pelo criado nessa empreitada.   Saul era um homem perturbado e até por espírito maligno, assim  sua história de vida perturbada se finda com a morte. A eternidade o julgará mais uma e única vez.

Aitofel conselheiro do rei Davi e depois de Absalão, perdeu seu valor como conselheiro e sentindo-se traído por si mesmo, resolve dar cabo da própria vida por enforcamento em sua casa. O homem precisa evitar situações que o coloque em risco de comprometer a própria vida.

Por que o autor citou Sansão neste ponto? Para esclarecer a muitos como já lemos na rede social que há quem considere Sansão um suicida.

A ação de Sansão era de alto risco, mas a sua última oração a Deus foi “devolva a minha força e morra eu com os meus inimigos”.  Assim, não foi suicídio, mas uma ação com vistas a vingar-se dos filisteus e manter Israel livre dos seus dominadores.  (Juízes 16:28).




1.2 No Novo Testamento.

Que diz o autor a respeito?

O autor faz referência ao único caso citado no Novo Testamento,  com respeito a Judas Iscariotes e finaliza declarando que em nossos dias, a banalização da vida e da fé tem contribuído comportamentos similares.

Lembrei-me de um livro que li há muitos anos,  sobre Messalina, imperatriz em Roma com a fama de ser promíscua: Certo dia ela capturou um casal de judeus como fazia com todos os que achava interessante, o casal passeava com a filhinha e foram levados ao palácio. Sabendo que após a orgia praticada, acabariam mortos, em um momento de descuido da guarda, o casal confabula e resolve dar cabo da vida a submeter-se a tamanha vergonha negando o nome do Senhor e assim se suicidam.

O caso acima é para provocar as inteligências frequentadoras da EBD.   

1.3 O suicídio no mundo.

Neste ponto, o autor se detém a informar o que representa a escalada de suicídios e suicidas.

Com certeza o espaço é pouco para tanto assunto e números, todavia o que mais mexeu comigo foi tomar conhecimento através de um artigo que na Alemanha, havia crescido o numero de suicídios entre crianças na idade que vai dos 10 aos 14 anos de idade. Isto já faz muito tempo.

Vejam alguns dados:
As fontes são pesquisas que qualquer um pode fazer.

Set,2014 – Em 10 anos, o suicídio de crianças e adolescentes cresceu 40% no Brasil. (saúde.ig.com.br > Saúde > minha saúde) em 2/05/2018.

Tem muita informação que se estudadas e analisadas sem paixão, sem pré julgamento, poderemos nos tornar pessoas mais úteis no sentido de ajudar a combater esse mal ou nos calarmos.







II – OS TIPOS DE SUICIDIO.      

Lembro aos professores que não estamos abordando o assunto sob a ótica bíblica e do Evangelho que tudo provê. Apenas para que seus alunos não se precipitem e digam que isso tudo é “falta de Deus na vida”.

Temos duas frentes de batalha nessa questão; a primeira é o dever da evangelização seguido de ação social eficaz e o segundo é lidar com pessoas avessas ao evangelho e aí entra a ação do cidadão com seus deveres.

2.1 Suicídio convencional.

Diz o autor que suicídio convencional o que é provocado pela tradição cultural e coerção do grupo cultural.

1 – Tradição Cultural.
O Japão é rico em tradições e valores morais. Romper com qualquer elo dessa construção social, tem feito com que muitos pratiquem o suicídio como forma de redimir sua moral perante o povo, uma forma de pedir perdão público.

Não muito distante, tomamos conhecimento do suicídio do Ministro da Agricultura do Japão que por seus atos tornados públicos, suicidou-se. Isso pode ser divulgado no parlamento brasileiro.


2 – Coerção do grupo social.
Certamente entra nesse grupo, o exemplo dado na lição para os Esquimós de quem se espera o suicídio dos idosos. Que não se dê ideia disso ao Palácio do Planalto.
Também não se inclui na estatística casos em que os idosos (no Brasil) perdem a total alegria de viver, entregam-se ao abandono e assim a morte chega mais rápido produzindo o suicídio lento e oculto.




  
  
2.2 Suicídio pessoal.

Aqui entra nossa preocupação em analisar, procurar entender e atuar onde for possível.

Diz o autor que as vezes não é possível apontar causas aparentes e isto é verdade, pois o conflito está instalado no coração e acima de qualquer suspeita. Tudo parece correr bem e se surpreendem com a notícia de que alguém tenha cometido suicídio.

O autor cita as possibilidades: Questões de ordem financeira e amorosas certamente estão no ranking.

2.2 Suicídio sacrificial.

Só compreenderemos que o autor não considera a atuação dos bombeiros e salva-vidas como um suicídio sacrificial, quando ao término afirma que ato de bravura para salvar vidas, mesmo antevendo o risco, não se constitui em suicídio com o nome que queiram dar, mas  um ato de amor e entrega.


III – O POSICIONAMENTO CRISTÃO PARA O SUICÍDIO.
Vale a pena comentar ponto a ponto.

3.1 O posicionamento teológico.

O posicionamento teológico segundo o autor leva direto para (Ex.20:13) “Não matarás”. Não matar é uma palavra de ordem que traduz a ação do agente contra outra pessoa quanto contra si mesmo, traduzindo, homicídio e suicídio.

Tanto o (Sl. 100:3) e (Ec. 3:2), são textos que reconhecem a soberania de Deus sobre a criação e que temos como uma palavra de revelação da vontade de Deus sobre nós.


3.2 O posicionamento ético.

O tema da lição é “Ética cristã e suicídio”  e assim, o presente tópico aborda sobre a questão da ética compreendida como o conjunto de regras de ordem valorativa cabida a cada individuo.

Procuro por em ordem os pontos citados pelo autor como ética em relação ao suicídio.

a) O suicídio banaliza a vida e afronta a soberania divina.
b) Viola o mandamento de amar o próximo como a si mesmo.
c) Ato egoísta de quem pensa aliviar seu sofrimento sem se importar com os outros.
d) O suicidar-se denota inversão dos valores da vida e falta de confiança em Deus e
e) O suicídio é um gesto de ingratidão que interrompe o ciclo e a missão de Deus outorgada.

E assim finda o autor: “Mercê dessa posição a igreja precisa ajudar as pessoas a não sucumbirem diante desse mal”.

Quero reproduzir o texto conclusivo do autor:

“O aumento do suicídio é resultado da ideologia que enaltece a criatura em lugar do Criador, quando o homem evoca autonomia sobre o próprio corpo e a vida, desprezando e afrontando a soberania divina, grave e funestas  consequências ocorrem. A vida só tem sentido quando está sob o controle irrestrito do seu criador, (Isaias 41;13)”.

Is. 41;13 “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te


A FACE  OCULTA DO  SUICÍDA.

Com o tão divulgado suicídio de pastores, deu-se na rede social muita discussão sobre o assunto e deu margem a afirmações que transitaram livremente da esquerda para direita e vice versa; uns já dizendo que o inferno é o lugar do suicida. Não poderia encerrar este comentário sem dar o meu parecer à luz da razão e da Palavra de Deus.

Tenho muito cuidado com a doutrina, pois ela é a ponte  que nos garante uma boa e segura travessia.

Se uma família perde um ente querido, membro da igreja e fiel, não pode intranquilizar a família com certas afirmações.



Nos homicídios, alguns pontos são levados em consideração, como o estado emocional do agente agressor e em muitos casos, o crime não é imputado quando se considera que o réu sofre de alguma patologia psíquica e quando fica comprovado, a penalização se dá em prisão hospital  psiquiátrico.

Prefiro separar os suicidios em dois pontos:

SUICÍDIO RACIONAL.
Alguns citados na própria lição como os japoneses com a prática do haraquiri e entre os árabes, os homens bombas.
Pacto de morte entre casais.
Falência empresarial e tantas outras sem que exista qualquer patologia psíquica em que a pessoa entende ser impossível cair em desgraça socialmente falando, buscando na morte a saída.

Um salvo  nunca se deixará levar a esse extremo, pois sabe que Deus tem a resposta para todas as nossas dificuldades.

Há dezenas de outras  causas e muitas delas, temos tomado conhecimento pela mídia e a solidão é um remédio amargo para levar ao suicídio.

SUICÍDIO IRRACIONAL.
Se pegarmos isso ao pé da letra, pode parecer que todo suicídio é irracional, considerando que há pessoas que mergulham no seu mundo interior vitimado por profunda sensação de fraqueza; depressão.

Muitas vezes, a pressão social já destrói o homem interior e a pessoa passa a sofrer pelas inúmeras e conhecidas síndromes.

Já assisti pessoas com síndrome de pânico; é horrível e a pessoa perde todo o domínio de uma vida normal.

Não quero estender, mas quero finalizar dizendo que Deus não é injusto para condenar uma pessoa  ao inferno, quando a sua morte teve como causa uma psicopatologia ou apenas depressão e logicamente, me refiro a um crente salvo e certamente alguém vai dizer que um crente salvo, não pode sofrer esses danos. Quando for assim, não discuta.

Não façam julgamentos precipitados, ajudem as famílias e consolem seus corações quando isto acontecer com pessoas que sempre tiveram uma vida dedicada ao evangelho.

A parte mais complexa do ser humano está no cérebro, uma verdadeira rede que dá acesso a todos os sentimentos.


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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.