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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A CARTA AOS HEBREUS E A EXCELÊNCIA DE CRISTO”. Lç 01 EBD 2018

EBD LÇ. 01  07/01/2018 “A CARTA AOS HEBREUS E A EXCELÊNCIA DE CRISTO”.


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO.
II – CRISTO -  A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS.
III – CRISTO – SUPERIOR AOS ANJOS.

                           A Palavra que dá vida aos homens.
I – AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO.

1.1 Autoria.

Há pouco, perguntei no Facebook de quem seria a autoria da carta aos Hebreus e uns dizem Paulo e outros Apolo.

Desde a minha juventude que convivo com isto, em que cada pregador ao citar textos da carta, dizem: “O autor da carta aos Hebreus” e não sou contra essa posição, mas apesar de alguns pontos serem um tanto obscuros, notadamente quando a primeira pessoa surge na saudação ou alguma recomendação, nada usual que indique o apóstolo.

Por que guardo uma convicção que foi Paulo? Pela escola de judaísmo, seu aprendizado aos pés de Gamaliel de um lado e de outro, a doutrina da salvação que o autor associa de maneira muito própria as revelações recebidas do Senhor.

Assim me reservo, sempre que prego, sai como que automaticamente: “Paulo disse conforme hebreus...”.

Também, não censuro quem omite o nome do autor, afinal de contas, a riqueza do conteúdo dispensa discussões em torno da autoria.

(Hb.13:19) “E rogo-vos com instância que assim o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído..


1.2 Destinatários.

A carta é carregada de especificidade e não deixa dúvida que o autor procura abrir os olhos da comunidade hebraica cristã, abordando os fatos que cercavam a vida sob a Lei associando cada fato, a salvação em Cristo, soteriologia da forma como apenas Paulo conhecia muito bem, sabendo de quem havia aprendido.

(Gl.1:12) “Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.”.


1.3 Propósito.

Apesar de ter sido escrita com exclusividade para a comunidade judaica, ela nos alcança e deixa transparecer que a salvação não é eterna, enquanto estamos neste corpo, podemos estar em pé ou cair e somente após a morte ou o arrebatamento quando poderemos cantar o hino da vitória.


(Hb.3:12) “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.”.

A doutrina da eleição, não determina uma salvação que não possa  ser perdida pelo engano do pecado ou pelo endurecimento de coração.

A carta aos Hebreus é uma pérola entre os demais textos.


II – CRISTO, A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS.

2.1 A revelação profética e a Antiga Aliança.

O autor usa o primeiro capítulo de Hebreus para mostrar a doce comunhão entre Deus e o seu povo com algo majestoso nessas revelações, muito superior a glória manifesta no monte em que este, tremia e fumegava (Hb. 12:18), mas agora ele, Deus, revela o seu filho, feito maior que os anjos, por quem fez todas as coisas e tem a palavra final.

Pena que nestes dias, o povo prefere a fala estranha do homem.


2.2 A revelação profética e a Nova aliança.

O texto merece uma divisão para que todos possam compreender o pensamento do autor.

1 – Deus falou no passado de muitas maneiras; por sonhos, visões, Urim e Tumim e principalmente, pelos profetas.

2 – “Nos últimos dias”, dias que vem desde o nascimento do filho, por que é uma palavra eterna. É a palavra do Filho que permanece para sempre.

3 – Observar que a palavra de Cristo prevalece sobre tudo e sobre ela assenta-se toda a construção do edifício chamado de “evangelho” e nada subsiste sem a sua palavra.

4 – “O Espírito de Cristo (...) continua falando com o povo ...” A percepção é o entendimento pela revelação da sua palavra.

5 – Deus também fala pelos dons, todavia isto deve estar sempre em consonância com as Escrituras como dia o autor.


2.3 Cristo - a revelação final.

O autor traz à lembrança, Amós 3:7.

Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.”.

Podemos ainda nos lembrar como Deus falou com Abraão ao decidir ela destruição de Sodoma e Gomorra.

Percebamos que Deus ainda não destruiu este mundo pelo que tem sido, por conta da palavra do filho que é superior a palavra dos profetas. Sendo o  momento como está escrito.


III – CRISTO – SUPERIOR AOS ANJOS.


3.1 Cristo – superior em natureza e essência.

Quando estudamos a “deidade” de Cristo, no novo testamento, aquela abertura que o Senhor dava aos discípulos e até aos judeus principalmente a classe religiosa deixando entrever a sua divindade e não foram poucas vezes, percebemos que o fazia com autoridade por saber de onde tinha vindo:

(Jo.10:30) “Eu e o Pai somos um.”.

(Lc.10:22) “Tudo por meu Pai foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”.

Superior aos anjos.

(Hb.1:4) “Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.”.


3.2 Cristo : superior em majestade e deidade.

Cristo tem supremacia sobre os anjos e mais ainda sobre os homens.

Creio que Cristo foi criado ainda antes dos anjos. Não há muito clareza bíblica acerca disto, porém não criado na forma como Deus criou os anjos e os homens que possuem natureza própria e específica,  em nada comparando com o filho de quem se diz:


(Hb. 1:5) “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?”.

Assim, ele (Jesus) não teve por usurpação ser igual a Deus. (Fl.2:6).
JESUS não foi criado e sim, gerado e chamado de filho.

Nós, gerados pela Palavra, nos aproximamos de Deus e somos tratados como filhos.


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