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sábado, 26 de abril de 2014

EBD LÇ.4 DONS DE PODER

EBD para o dia 27 de abril de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O DOM DA FÉ.
II – DONS DE CURAR.
III – O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS.

Em tempo: Acordei nesta manhã pensando nas coisas que deixamos de fazer e outros entraram na seara do mestre de maneira atabalhoada, mas, dão as respostas que o povo procura; de maneira aloprada e de forma imediatista? Sim. Falha nossa!

  
I – O DOM DA FÉ.

1.1 O que significa fé?

Todo ser humano, salvo os que se esforçam para negar a própria natureza, possui fé. O maior problema é onde ancoram esse aspecto importante da alma humana ou quais são seus alvos. A Bíblia responde.

A linguagem neotestamentária veio para organizar a perfeita ideia do significado da fé e esta lição começa no capítulo 11 da carta aos Hebreus.


1.2 A fé como dom.

Ao tomarmos conhecimento do Evangelho pela pregação da fé, empenhamos parte da nossa fé na busca e conservação dessa verdade. Quanto mais lemos a Bíblia, mas, esta porção de fé, cresce alimentada na direção certa; a isto, chamamos de fé salvífica.

O fruto do Espírito elencada em Gál. 5:22 é o resultado do empenho da fé salvífica. Entre os sinais do fruto, encontramos a fé, que, com certeza é esta mesma fé que nos envolve em comunhão com a igreja de maneira limpa, ordeira e despretensiosa.

A fé como “dom” entre os dons espirituais é uma força especial tal e qual a que impulsionou Elias a desafiar os profetas de Baal; a enfrentar os maiores desafios que se opõem a pregação do Evangelho.


1.3 Exemplo bíblico do dom da fé.

Há muitos exemplos bíblicos; o autor cita a travessia pelo Mar Vermelho, a própria passagem pelo Rio Jordão, o azeite e a farinha da viúva entre outros.


II – DONS DE CURAR.

2.1 O que são os dons de curar.

Alguns podem questionar em que momento a cura foi operada pelo dom ou pela autoridade no nome de Jesus; lembrando que antes da manifestação do próprio batismo com o Espírito Santo, JESUS já tinha ordenado aos discípulos que saíssem para pregar e declarou que os sinais se seguiriam aos que cressem.

2.1.1. É preciso entender que as coisas que Paulo escreveu, como tendo recebido do Senhor, não confronta com as palavras de Jesus e Jesus foi quem deu autoridade a igreja e agora, já ordenada, através dos dons espirituais.

Não se confunde a autoridade pastoral, sempre segundo a graça de Deus, com o dom de curar.


2.2 A redenção e as curas.

O que quer o autor da lição transmitir ao comentar sobre redenção e cura?
Possivelmente mostrar que as curas e as  enfermidades caminham juntas, dando a entender que os dons e a autoridade sobre as doenças, não afastam essa possibilidade na vida de quem quer que seja, até mesmo, alguém muito usado por Deus para beneficiar pessoas enfermas.

No presente século, o ritmo e natureza das doenças tem matado muita gente e comprometido a qualidade de vida por conta das drogas usadas na alimentação.


2.3 A necessidade desses dons.

Facilita a penetração do Evangelho.
Traz gozo e alegria aos que são alcançados.
Fortalece a igreja e sua comunhão entre os santos.



III – O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS.

3.1 O dom de operação de maravilhas.

Em toda minha vida conheci duas pessoas com manifestação sentida desse dom e confesso, é fantástico.

O dom de operação de maravilhas está muito ligado a fé, pois, exige do portador, atitude corajosa, ter a certeza que algo que interesse vai acontecer, todavia, nada que não seja para glorificar o nome do Senhor.


3.2 Exemplos bíblicos.

O autor cita como exemplo, os milagres de Jesus e de fato, tendo como ponto de partida facilita a compreensão.

O vento e o mar se acalmam.
A multiplicação dos pães e dos peixes.

3.3 Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.

Perceba-se que nos primeiros anos da igreja pentecostal Assembleia de Deus no Brasil, o nosso território era blindado pelo catolicismo que detinha também, um quase absoluto poder temporal sobre os governantes em todas as partes e foi o poder que levou esta igreja a penetrar em cidades dominadas pelo catolicismo, nos morros, nas favelas em sítios e fazendas.

A igreja avançava e o poder de Deus acompanhava a obra.

Instalação de suntuosos templos – Modificou o rumo da história; as pessoas acorrem a esses “santuários” para buscar a bênção do carro, da casa, da empresa e negócios diversos. Palavras de ordem como “Tá amarrado, determine, ordene e outras” viraram chavões sempre seguidas da quase obrigatoriedade de contribuição financeira sob pena do fiel não alcançar a “bênção”.

FIM DOS TEMPOS.

terça-feira, 15 de abril de 2014

EBD Lç.3 - Dons de revelação

EBD para o dia 20 de abril de 2014. 
PONTOS A ESTUDAR:
I – A PALAVRA DA SABEDORIA.
II – A PALAVRA DA CIÊNCIA. 
III – DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS.

Em tempo: Os nove dons espirituais podem ser agrupados também como órgãos de funções vitais da igreja.

Mãos: Fé, curas e operação de maravilhas. 
Olhos: Discernimento de espíritos.
Expressão verbal (voz): Palavra da sabedoria e da ciência; profecias, variedade de línguas e interpretação delas.

I – A PALAVRA DA SABEDORIA.

1.1 Conceito.

Tratando-se de um dos nove dons espirituais, está acima das manifestações promovidas pela presença do Espírito de Deus pelo novo nascimento.

Naturalmente, o crente nascido de novo recebe pelo Espírito Santo na sua vida e na medida do conhecimento da Palavra de Deus, capacidade de conviver com este mundo sem conflitar nas coisas que fala; usa suas palavras com sabedoria e comedimento.

1.2 A Bíblia e a palavra de sabedoria.

Neste tópico, o autor cita os exemplos de José com seus conselhos a Faraó sobre a crise no Egito e Salomão pela excelência dessa dádiva por tudo o que fez e falou estando registrado no livro de provérbios, mostrando a bondade de Deus no Antigo Testamento ou Aliança.

As escorregadas de Salomão (IRs.11) não depõem contra o conhecimento de Deus nem da sabedoria recebida, mas, mostram que mesmo com tudo o que recebemos do Senhor, precisamos estar atentos aos nossos passos. Os dons espirituais ou a manifesta e visível graça de Deus não blindam o homem contra o pecado.

1.3 Uma liderança sábia.

Penso que o legítimo exercício do ministério pastoral que demanda bons e sábios conselhos, traz consigo uma porção da sabedoria de Deus, caso contrário, não conseguiríamos conduzir uma diversidade de pessoas quanto o pensamento e personalidade de cada um.

II – A PALAVRA DA CIÊNCIA.

2.1 O que é?

Além de perguntar o que é eu perguntaria se há possibilidades de identificar um portador desse dom.

Para identificar um portador da palavra da ciência como um dom manifesto, é preciso gostar de sentar no banco da igreja, amar profundamente uma boa pregação e saber distingui-la de gritarias, sentir o peso e a profundidade, pois a palavra da ciência é a que coloca a igreja diante de um laboratório de grandes experiências com Deus pelo conhecimento.

2.2 Sua função.

É o que se pode chamar de verdadeiro ensino e revelações das coisas escritas.

2.3 Exemplos Bíblicos da palavra da ciência.

Os exemplos bíblicos para o sentido de ciência aqui aplicados, representam uma faceta desse dom a que chamamos também de revelação.

III – DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS.

3.1 O dom de discernir os espíritos.

Entre tantas definições, poderíamos acrescentar esta: O dom de discernir os espíritos é a lente da janela da alma; por onde tudo se torna visível, pensamentos e intenções. O último parágrafo exige atenção do leitor, pois, ao citar Stanley Horton, pode parecer que o pronome relativo “cuja” esteja ligando os espíritos a nossa proteção e o sentido correto é: cuja preocupação do dom é oferecer proteção contra o assédio do inimigo pelos espíritos malignos.

3.2 As fontes das manifestações espirituais.

No transcorrer de um culto, podem acontecer muitas coisas e penso que o portador deste maravilhoso dom, precisa estar em sintonia com o pastor da igreja para comunicar-lhe eventuais ocorrências que possam causar danos ao rebanho.

Infelizmente, pregadores, principalmente aqueles desigrejados exageram tanto nas suas revelações que mesmo sem esse dom, usando apenas a pedra de toque que é a Palavra de Deus, nos permite ver tantas coisas incertas ditas em nome do Senhor.

3.3 Discernindo as manifestações espirituais.

O que acho interessante nesta lição é que ela vai contra o pensamento de muitos crentes que; não se deve julgar.

Só não julga quem não tem discernimento e se tiver o dom de discernimento o julgamento tem peso maior.

Não confundir julgamento segundo a Bíblia e suas revelações com murmuração barata.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O JUSTO LÓ?

Genivaldo Tavares de Melo.
Abril de 2014.

 

No começo da minha vida cristã, lendo e estudando a Palavra de Deus, nunca vi o sobrinho de Abraão, Ló, com bons olhos. A impressão tão negativa ocorreu por conta de algumas pregações cujos instrumentos sempre o descreviam de maneira contrária.

Mais tarde, eis que me deparo com um texto no novo testamento, de autoria do nosso irmão Pedro (2 Pd 2:7), que faz menção da destruição de Sodoma, exorta-nos sobre os falsos mestres e cita-o do seguinte modo: “... e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre suas obras injustas).

Diante disso, até hoje penso em Ló, ou Lot, de forma mais parcimoniosa.

Bem! Quando lemos sobre a chamada de Abraão entendemos que o convite era apenas para o tio de Ló com muita clareza: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”.

Sai da tua parentela.

Quando Deus chama alguém para sua obra, é para priorizá-la, deixar tudo e todos no sentido de abraçar a carreira proposta, sem qualquer comprometimento de relação familiar sob pena de sempre amarrar-se em lembranças. Com isto, não queremos dizer virar as costas de maneira total e definitiva.

No caso de Abrão, o futuro reaproximou as famílias quando teve que buscar uma noiva para Isaque.

O fato de Ló ter sido declarado justo na própria Palavra de Deus, não significa que, como todo ser humano, não tivesse defeitos no uso da sua natureza humana e pecaminosa.

É preciso ter em conta que nem todas as nossas fraquezas nos lançam no inferno, mas, são cobradas de maneira vigorosa e em muitos casos até com a morte, como temos exemplos mostrados em Atos 5 com Ananias e Safira e com o jovem aproveitador em 1 Co 5.3-4.

O cristão sensato não deve transgredir apostando na misericórdia do Senhor, pois, o inimigo de nossas almas, vive em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.

A vida de Ló e os danos causados pela péssima escolha; a liberdade de escolher a direção a ser tomada para evitar os conflitos entre seus pastores de gado, deixaram transparecer o lado frágil da sua personalidade, que era egocêntrica,  descuidada e inconsequente. Ao ir morar nas campinas de Sodoma, logo ocupou uma casa dentro da cidade permitindo assim que sua mulher e filhas vivessem confortavelmente no ambiente pecaminoso da cidade.

Nós pagamos por nossas péssimas escolhas e não adianta reclamar depois.

O fato de Deus enviar dois anjos para tirar Ló de Sodoma e sua família antes da destruição da cidade mostra a complacência de Deus com nossas fraquezas e com nossas escolhas, o respeito com o nosso “livre arbítrio”.

A mulher de Ló é figura da pessoa inconsequente cujo coração foi totalmente dominado pelos hábitos de Sodoma. Deu no que deu! O Apóstolo João teve boa razão quando nos exortou:  “Não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” - 1 Jo 2:15. 

Que lição tiramos da história de Ló? Que qualquer de nós, cercados de fraquezas de uma ou de outra forma, não devemos nos ocupar em viver julgando as pessoas por seus atos impensados, mas, fazer como Abraão, interceder, sabendo que as misericórdias do Senhor, são a causa de não sermos consumidos, Lm 3:22.

Não devemos olhar para as pessoas como se todas as oportunidades lhes tivessem sido tiradas. Somente a morte risca para sempre as chances de reabilitar a comunhão com Deus.  

Mesmo em condições ruins, não devemos julgar por não sabermos o que se passa no coração e na alma de alguém que sinta não ter mais chances de viver. O malfeitor ao lado de Jesus, aproveitou muito bem, seus últimos momentos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

EBD - O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS, subsídio.

EBD para o dia 13 de abril de 2014. 
PONTOS A ESTUDAR: 
I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR OS CRENTES. 
II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS. 
III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO. 
 Em tempo: Não é bom deixar que a razão abafe aquilo que Deus deu a igreja para que esta cumpra o seu papel de forma plena. Repartir o pão.


I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR OS CRENTES.

1.1 A igreja Coríntia.

Interessante notar que enquanto Coríntio abundava em dons, as demais não pareciam se preocupar, pois Paulo sequer faz menção deste assunto com as demais igrejas, todavia, as outras (não todas) tinham algo que faltava na igreja grega: a dedicação em dar, em ofertar. Qual o segredo para tudo isso e qual a importância na busca e uso dos dons.

a – É preciso que haja muita dedicação e objetivos na busca dos dons, pelo batismo com Espírito Santo, que deve ser a primeira preocupação.
b – Não se pode esquecer, sob qualquer pretexto, a doutrina da mordomia cristã, pois, não havendo dedicação em dar, os dons ficam comprometidos de alguma forma.
c – "Façam de tudo, mas, eu mostrarei caminho mais excelente". Essa palavra do apóstolo não sugeria abandonar os dons ou sua busca.

1.2 Uma igreja de muitos dons, mas, carnal.

Os dons ficam mais bem compreendidos quando se conhece a importância deles como ferramenta para pregar o evangelho e alguns, para edificação da igreja; nada mais que isso.

Não é bom tentar arranjar qualquer outra função para os dons, principalmente santificação e melhor qualificação do crente.

1.3 Dom não é sinal de superioridade.

O maior problema que um portador de qualquer dos dons espirituais enfrenta é o assédio dos demais membros da igreja; essa sempre foi uma forte tendência, levando o portador descuidado a considerar-se elemento-chave da igreja, ao envaidecimento pessoal, quando não, a explorar favorecendo-se financeiramente pelos dons.

II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS.

2.1 Edificando a si mesmo.

Não há dúvida que os dons espirituais enriquecem as nossas vidas de alguma maneira, porém, isto só acontece quando buscamos o crescimento pelo conhecimento da palavra de Deus, caso contrário, teremos muito barulho e pouco resultado quer na vida da igreja ou dos membros em particular.

Há quem pense que o conhecimento bíblico se contrapõe ao uso dos dons.

É necessário tomar cuidado para que a razão não apague a emoção. A emoção precisa ser controlada e não aniquilada, caso contrário, a igreja se tornará igreja de Nerds.

2.2 Edificando os outros.

Não se edifica os outros profetizando em suas vidas ou fazendo-os ouvir o quanto falamos em línguas estranhas.

É interessante sobre os dons e quem os possua o fato que quando usados de maneira sóbria e inteligente produz vigorosamente boa influência na vida dos irmãos. Se não for para isto, é melhor calar-se.

2.3 Edificando até o não crente.

Falar línguas sem interpretação. Neste caso o autor considera o uso inadequado do dom, um escândalo para o não crente, e isto é bíblico.

É preciso atentar que há irmãos, que em qualquer lugar, resolve extravasar-se falando em línguas estranhas.

Certa feita dentro de um ônibus prestes a viajar, o meu coração se transbordou de alegria, falei em línguas e ninguém ouviu, não precisavam ouvir o que não entenderiam e ainda me achariam louco.

III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO.

3.1 Os dons na igreja.

O autor ressalta a importância do amor citando o maravilhoso texto de 1 Co. 13, que aborda a suprema excelência da caridade.

Já me defendi de muitos ataques e já defendi argumentos com uma palavra de JESUS. “Ide e aprendei o que significa misericórdia quero e não sacrifício...” Mt. 9:13.

Os dons perdem o colorido quando não há amor, quando não se pratica misericórdia sobre as vidas.

3.2 Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.

A maior deficiência não está no seio da igreja e sim nos púlpitos. A falta de conhecimento é grave e a desobediência de alguns ministros é gravíssima.

Não há maior escola de obreiros que a própria igreja, principalmente onde se reúne os mestres do ensino.
A falta de bom ensino leva muitos “pastores” a edificar com material de péssima qualidade, resultando em igrejas confusas no tocante ao uso dos dons.

3.3 Despenseiros dos dons.

O autor cita 1 Pd. 4:11. “Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá...”.

Observe-se que os dons não representam um governo a parte da igreja e é como tem sido tratado em muitos lugares.

Se não houver sábio conselho, o povo se corrompe e os danos serão irreparáveis.

Um grave erro cometido por muitos pastores é que por conta do excessivo zelo, acabam impedindo o desenvolvimento da fé cristã na direção da busca do batismo com o Espírito Santo e consequentemente também, na busca e uso dos dons.

A CIÊNCIA INCHA, MAS, O AMOR EDIFICA 1 Co 8:1 – Isto vale para tudo, principalmente para o ensino sobre os dons.